Ataque hacker não adia julgamento de réus pela morte do advogado Zampieri

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Ataque hacker não adia julgamento de réus pela morte do advogado Zampieri

O julgamento dos acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri, agendado para esta terça-feira (29), foi confirmado e ocorrerá no Plenário da 1ª Vara Criminal de Cuiabá. A sessão do Tribunal do Júri prosseguirá conforme o previsto, mesmo diante do recente ataque cibernético que afetou os sistemas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Apesar da interrupção nos serviços digitais, que gerou preocupações sobre o andamento de processos judiciais, a Assessoria de Comunicação do TJMT assegurou que o júri de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas está mantido. A decisão reflete a prioridade em dar continuidade a casos de alta relevância, mesmo em cenários desafiadores.

Julgamento de Zampieri prossegue apesar de ataque cibernético ao TJMT

A confirmação da manutenção do julgamento dos réus pela morte do advogado Roberto Zampieri acontece no mesmo dia em que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso retomou o expediente externo e o atendimento ao público. Os sistemas informatizados passaram por testes, homologação e operação assistida, permitindo o retorno gradual das atividades.

Contudo, a Portaria TJMT/PRES nº 1.370, de 25 de setembro, estabeleceu que os prazos processuais permanecerão suspensos até quarta-feira (30). Essa medida visa absorver possíveis instabilidades na reabertura dos sistemas e permitir que advogados e partes regularizem seus acessos e consultem os autos.

A exceção para a suspensão dos prazos são os processos de execução penal que tramitam pelo Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU). A retomada geral dos prazos processuais está prevista para 1º de outubro, com a contagem do saldo remanescente e o início dos prazos que ocorreriam durante o período de suspensão.

Contexto do assassinato e as motivações apontadas pelo Ministério Público

O assassinato de Roberto Zampieri ocorreu em 5 de dezembro de 2023, quando o advogado deixava seu escritório no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. O crime chocou a comunidade jurídica e motivou uma série de investigações aprofundadas.

A análise do celular da vítima foi crucial para expandir as apurações, levando à deflagração da Operação Sisamnes pela Polícia Federal. Esta operação investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais, revelando a complexidade do cenário em torno do caso.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a motivação para o homicídio estaria ligada a uma disputa patrimonial envolvendo uma fazenda avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões. Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo são apontados como os supostos mandantes do crime, que resultou na denúncia de nove pessoas no total.

Detalhes do processo e a preparação dos réus para o júri

Os réus Antônio Gomes, Hedilerson Fialho e Etevaldo Caçadini foram pronunciados e serão submetidos ao Tribunal do Júri pela execução do advogado. Este não é o primeiro agendamento para o júri; uma sessão anterior, iniciada em 28 de julho, precisou ser dissolvida após um dos jurados apresentar um problema de saúde.

Para garantir a realização do julgamento, a Justiça de Mato Grosso autorizou o recambiamento de Etevaldo Caçadini, que estava preso em Brasília, para Cuiabá. A decisão foi proferida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, presidente do Tribunal do Júri, atendendo a um pedido da defesa para que a transferência fosse organizada com antecedência.

O objetivo do recambiamento, realizado até 26 de setembro, foi permitir que o acusado tivesse tempo hábil para se preparar com seus advogados. A decisão do magistrado também previu a necessidade de uma reunião presencial entre Etevaldo e seus defensores na véspera do julgamento, assegurando o direito à ampla defesa. Com todos os preparativos finalizados e a confirmação do TJMT, a sessão plenária prossegue conforme o planejado.

Fonte: leiagora.com.br

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