Secretário de Segurança do Rio compara expansão de facções criminosas à estratégia de Hitler

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Secretário de Segurança do Rio compara expansão de facções criminosas à estratégia de Hitler

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor dos Santos, traçou um paralelo contundente entre a expansão das facções criminosas no Brasil e a estratégia de conquista territorial utilizada por Adolf Hitler na Europa. A declaração foi realizada nesta terça-feira, 11, durante o COP Internacional, evento sediado em São Paulo que debateu os desafios da segurança pública no país.

Segundo o gestor, organizações como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) evoluíram para além do tráfico de entorpecentes. Atualmente, esses grupos exercem controle sobre territórios, dominam atividades econômicas locais e buscam influenciar o comportamento eleitoral da população em diversas regiões.

Facções avançam pelo Brasil com estratégia de expansão

Santos descreveu o avanço das facções como um movimento gradual e metódico. Ao comparar a situação nacional com o expansionismo da 2ª Guerra Mundial, o secretário destacou que, assim como o regime nazista tomava pequenos países para ampliar seu poder, o crime organizado brasileiro utiliza a ocupação de territórios menores para consolidar uma hegemonia regional.

O secretário classificou a atuação dessas organizações como uma metástase que se espalhou pelo território nacional. Para ele, a transição do foco exclusivo no tráfico para a ocupação de serviços básicos — como o fornecimento de internet, transporte, venda de gás e até a comercialização de pão — demonstra a criação de estruturas permanentes e de controle social em áreas dominadas.

Rio de Janeiro como refúgio para criminosos interestaduais

A dinâmica do crime organizado no Rio de Janeiro também tem servido como ponto de convergência para infratores de outros estados. Dados da Secretaria de Polícia Penal fluminense revelam que o número de presos no Rio que possuíam mandados de prisão expedidos por outras unidades da Federação cresceu 63% entre 2022 e 2025.

Um exemplo prático dessa integração criminosa ocorreu em outubro de 2025, durante uma operação nos complexos da Penha e do Alemão. Na ocasião, as forças de segurança cumpriram cinco mandados de prisão emitidos pela Justiça do Pará. Durante os confrontos, 15 suspeitos ligados a crimes como homicídios, extorsões e ataques a agentes públicos acabaram mortos.

Geografia urbana e os desafios do combate ao crime

A configuração geográfica do Rio de Janeiro, com cerca de 17 milhões de habitantes e uma alta concentração populacional na Região Metropolitana, é um fator que, segundo o secretário, favorece a atuação das facções. Com aproximadamente 21,73% da população vivendo em favelas, a proximidade entre áreas formais e comunidades complexas dificulta o controle territorial pelas forças do Estado.

Diante desse cenário, Victor dos Santos defende a continuidade das operações policiais como medida essencial. O secretário reforça que o combate ao crime organizado deve ser encarado como uma prioridade estratégica, exigindo uma compreensão profunda de como esses grupos se infiltraram na economia e no cotidiano das comunidades brasileiras. Mais informações sobre o cenário político podem ser acompanhadas no portal Governo do Rio de Janeiro.

Fonte: revistaoeste.com

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