A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitou formalmente uma retratação do presidente da República em relação a comentários feitos sobre a atuação de advogados criminalistas. A controvérsia surgiu após o presidente declarar, durante uma entrevista a um podcast, que advogados criminalistas “defendem bandido”, gerando forte reação da entidade que representa a classe jurídica.
A fala do chefe do Executivo provocou um debate significativo sobre a percepção pública da advocacia criminal e o papel fundamental desses profissionais no sistema de justiça. A OAB enfatiza a importância da função para a manutenção do Estado Democrático de Direito e a garantia dos direitos individuais.
A Reação da Ordem dos Advogados do Brasil
A direção nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) manifestou-se publicamente, exigindo uma retratação do presidente. A entidade ressaltou que a advocacia criminal não se dedica à defesa do crime, mas sim à salvaguarda da Constituição Federal, do devido processo legal, do princípio do contraditório e da ampla defesa.
Segundo a OAB, a função do advogado criminalista é essencial para a administração da Justiça e para a preservação do Estado Democrático de Direito. A entidade lembrou que o próprio presidente da República já havia reconhecido e enaltecido a importância da advocacia em diversas ocasiões anteriores, o que torna a declaração atual ainda mais preocupante para a classe.
A Justificativa Presidencial e a Escolha de Defesa
Durante a entrevista que gerou a polêmica, o presidente explicou o motivo de sua escolha de defesa quando esteve preso em 2018. Ele optou por um profissional que não era criminalista, justificando sua decisão com a percepção de que advogados criminalistas “não sabem defender inocente” e “defendem bandido”.
O presidente afirmou que, ao seguir essa linha de raciocínio, obteve sucesso em sua defesa. Essa declaração, no entanto, foi interpretada pela OAB como um menosprezo à categoria e uma deturpação do papel constitucional dos advogados criminalistas.
Críticas da Seccional Paulista
Além da manifestação da direção nacional, a seccional da OAB de São Paulo também emitiu uma nota de repúdio às declarações presidenciais. A entidade paulista classificou a fala como um “preconceito inaceitável” contra a função da advocacia criminal, reiterando os mesmos argumentos da OAB nacional.
A nota da OAB-SP enfatizou que o advogado criminalista atua na defesa da Constituição, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, garantias fundamentais asseguradas a todos os cidadãos. A seccional alertou que reforçar esse estigma contribui para a desinformação da sociedade e enfraquece os pilares do Estado Democrático de Direito.
Para mais informações sobre o papel da advocacia no Brasil, consulte o portal oficial da OAB.
Fonte: revistaoeste.com

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