Sabesp corta funcionários e altera protocolos de segurança após vazamento de gás no centro de SP

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© Rovena Rosa/Agência Brasil

Sabesp demite funcionários após vazamento de gás no centro de São Paulo

A Sabesp anunciou a demissão de dois funcionários e a suspensão de outros sete colaboradores após uma investigação interna sobre um vazamento de gás ocorrido no dia 4 de junho, no bairro da República, região central de São Paulo. O incidente gerou uma resposta administrativa imediata da companhia, que busca reforçar seus protocolos de segurança diante de falhas operacionais recentes.

Além das medidas disciplinares, a empresa informou nesta segunda-feira (15) uma reestruturação organizacional significativa. As mudanças incluem a criação da Diretoria de Segurança Operacional, a unificação das áreas de Engenharia e Operações, e a divisão da pasta de Clientes e Tecnologia em duas diretorias distintas, visando maior controle sobre as atividades em campo.

Reforço na segurança e fiscalização de obras

Como parte de um programa de tolerância zero, a Sabesp implementou um plano de ação estruturado em três pilares fundamentais: a revisão dos procedimentos de engenharia e segurança, a intensificação do monitoramento em todas as frentes de trabalho e a ampliação do programa de treinamento e certificação de seus colaboradores.

A companhia também confirmou que irá triplicar o contingente de fiscais em campo, elevando o número de profissionais de 200 para 600. O objetivo é aumentar o uso de tecnologia no monitoramento das obras e minimizar os impactos das intervenções na rotina urbana, conforme nota oficial divulgada pela empresa.

Contexto de acidentes e críticas sindicais

O episódio no centro da capital paulista ocorre em um cenário de tensão após uma explosão no mês passado na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo. O acidente, envolvendo uma obra da Sabesp, resultou em duas mortes e deixou outras duas pessoas feridas, além de causar a interdição de 46 imóveis na região.

O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) manifestou repúdio ao que classificou como desmonte técnico do saneamento. A entidade defende que a redução de quadros próprios e a substituição por estruturas terceirizadas comprometem a segurança operacional e o interesse público, priorizando indicadores financeiros em detrimento da expertise técnica.

Impactos da privatização na gestão operacional

A privatização da Sabesp, concluída em 23 de julho de 2024, permanece como um ponto central no debate sobre a qualidade dos serviços prestados. O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) tem alertado recorrentemente sobre o risco de aumento de acidentes devido à diminuição de equipes de manutenção e resposta rápida após a mudança no controle acionário da companhia.

A empresa, que é a maior companhia de saneamento do país, enfrenta pressão de diversos setores para garantir a integridade de suas operações. A Sabesp sustenta que as novas medidas de fiscalização e a reestruturação das diretorias são passos necessários para restaurar a confiança e elevar os padrões de segurança em suas intervenções urbanas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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