Agricultura familiar recebe novo plano de incentivo, destaca Lula

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© Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, em evento recente, a importância estratégica da soberania alimentar para o desenvolvimento de um país. A declaração ocorreu durante o lançamento do Plano Safra para agricultores familiares, um programa que visa fortalecer a produção de alimentos diversificados e garantir a segurança alimentar da população brasileira. O governo anunciou um investimento substancial em créditos e programas de apoio para o setor, reforçando o compromisso com o campo.

A iniciativa sublinha a visão de que a capacidade de um país alimentar sua própria população é um pilar fundamental para sua autonomia e estabilidade. A medida busca não apenas impulsionar a economia rural, mas também assegurar que os alimentos cheguem à mesa de todos os brasileiros, com foco na sustentabilidade e na valorização dos pequenos produtores.

Investimento recorde para a agricultura familiar

O governo federal anunciou um pacote de R$ 97,7 bilhões em créditos destinados aos agricultores familiares. Este montante representa um marco no apoio ao setor, com o objetivo de fomentar a produção e aprimorar as condições de trabalho no campo. Os recursos serão direcionados para diversas frentes, incluindo financiamento de safra e investimentos em infraestrutura.

Em Brasília (DF), foram detalhados investimentos de R$ 97,3 bilhões, abrangendo programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural. Esses pilares são essenciais para garantir que os agricultores tenham acesso a ferramentas e conhecimentos necessários para aumentar a produtividade e a resiliência de suas atividades, conforme noticiado.

Soberania alimentar como prioridade nacional

Durante o evento, o presidente Lula resgatou uma conversa anterior com o então presidente venezuelano Hugo Chávez, na qual destacou a importância da soberania alimentar. Ele lembrou as dificuldades enfrentadas pela Venezuela na produção de itens básicos como leite e ovos, contrastando com a capacidade produtiva do Brasil.

Lula enfatizou que a melhor “arma” que um país pode possuir é a capacidade de alimentar sua população, defendendo que o Brasil deve priorizar a produção interna e comprar do exterior apenas o que não consegue produzir. Essa visão estratégica visa fortalecer a economia local e reduzir a dependência de importações, garantindo maior estabilidade em momentos de crise.

Redução de juros e impacto econômico

O presidente incentivou os agricultores familiares a utilizarem os recursos de financiamento disponíveis, destacando os esforços do governo para reduzir as taxas de juros nos bancos públicos. A medida visa facilitar o acesso ao crédito, tornando-o mais acessível e atrativo para os produtores rurais.

A circulação desses recursos no setor da agricultura familiar é vista como um motor para o crescimento econômico, beneficiando diretamente as famílias e as comunidades rurais. Lula também mencionou a vasta extensão de terras da União no Brasil, sugerindo que parte delas poderia ser utilizada para fins produtivos, reforçando o compromisso com a paz e o desenvolvimento.

Protagonismo feminino e sustentabilidade

A presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Vânia Marques, celebrou o reconhecimento do protagonismo da atividade agrícola pelo governo. Ela ressaltou que o Plano Safra representa uma oportunidade para aqueles que trabalham diariamente no campo, garantindo que o alimento chegue às mesas dos consumidores.

Marques destacou o compromisso do governo com as mulheres agricultoras, oferecendo acesso a políticas públicas que promovem a autonomia financeira e reduzem a vulnerabilidade à violência doméstica. Ela também enfatizou o papel dos agricultores familiares na solução da crise climática, por meio da proteção de nascentes, recuperação de solos e preservação de sementes, produzindo com responsabilidade e sustentabilidade.

Solidariedade à Venezuela e contexto regional

No encerramento do evento, o presidente Lula expressou solidariedade às vítimas dos terremotos na Venezuela, lamentando as 1.943 mortes confirmadas, os 10.571 feridos e os 15.866 desabrigados. Ele assegurou que o Brasil fará todo o possível para auxiliar o país vizinho diante da tragédia, que resultou no colapso de 774 edifícios e afetou mais de 58 mil construções.

Lula pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas, reforçando os laços de cooperação e apoio entre as nações sul-americanas em momentos de adversidade. O gesto de solidariedade sublinha a dimensão humanitária e regional das preocupações do governo brasileiro.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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