A recente internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) motivou sua defesa a intensificar o pleito pela transferência do político para prisão domiciliar. Aliados afirmam que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estaria ignorando a gravidade do quadro de saúde ao mantê-lo em regime fechado.
Conforme informações divulgadas pela CNN Brasil, o ex-presidente, que completará 71 anos no próximo dia 21, deve permanecer internado por, no mínimo, sete dias. Durante este período, a expectativa é que a defesa apresente um novo pedido ao STF.
O objetivo é que, após receber alta hospitalar, Bolsonaro não retorne ao presídio conhecido como Papudinha, mas possa cumprir a pena em sua residência. Um dos principais argumentos da defesa se baseia na comparação com o caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello, de 76 anos, que obteve autorização para cumprir prisão domiciliar depois de ser diagnosticado com Doença de Parkinson.
Advogados do ex-presidente sustentam que o estado de saúde de Bolsonaro seria ainda mais grave, justificando tratamento semelhante. Familiares e aliados ressaltam a necessidade de acompanhamento constante, especialmente durante a noite, período em que ele enfrenta dificuldades para dormir e episódios de sufocamento provocados por refluxo.
Em decisões anteriores, Alexandre de Moraes afirmou que há estrutura adequada para atender às condições de saúde do ex-presidente dentro da unidade prisional. No entanto, a defesa contesta, alegando que o acompanhamento noturno seria insuficiente, devido à ausência de monitoramento constante dentro da cela.
Com a nova internação, aliados de Bolsonaro, que é relator da ação que investiga o suposto plano de golpe de Estado, prometem elevar o tom das críticas ao ministro. Eles reforçam a tese de que Moraes estaria desconsiderando a seriedade do quadro clínico do ex-presidente ao mantê-lo em regime fechado.
Fonte: https://revistaoeste.com

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