A delegada e secretária-chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra Mulher, Mariell Antonini, avaliou que o reconhecimento do feminicídio como um crime autônomo no Brasil configura um marco essencial no combate à violência contra as mulheres.
Segundo Antonini, a legislação transformou o feminicídio de uma qualificadora do homicídio em um delito próprio, com a pena mais elevada do Código Penal. Essa alteração legal não só endureceu a punição para os agressores, mas também modificou a abordagem na investigação e no julgamento desses casos.
Em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a delegada foi entrevistada pelo MidiaNews. A conversa abordou os progressos jurídicos no combate ao feminicídio, estatísticas de investigações e os obstáculos para diminuir a incidência de violência de gênero no estado.
Mariell Antonini enfatizou a importância dessas transformações, afirmando: “Nós partimos de um crime que era uma qualificadora do homicídio, e hoje temos um crime autônomo de feminicídio, que tem a maior pena do Código Penal. É um avanço muito grande. Olha só porque eu falo que é importante mulheres ocuparem espaços de poder: foi uma lei que teve iniciativa de uma senadora de Mato Grosso, Margareth Buzetti. Tem uma importância repressiva, de intimidação, que é muito importante. Tem também um efeito simbólico muito forte. Tem gente que só aprende pela dor, então é importante ter uma pena grave”.
Fonte: https://www.midianews.com.br

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