O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou a relevância da prática do jiu-jítsu para o desenvolvimento da independência essencial ao exercício da magistratura. A declaração foi feita durante uma atividade que reuniu crianças e adolescentes, beneficiários de projetos sociais vinculados à Polícia Judicial do tribunal.
Com uma trajetória de cerca de 50 anos nas artes marciais e detentor da faixa-coral de oitavo grau, o magistrado compartilhou sua perspectiva sobre como os princípios do esporte se alinham aos valores fundamentais da função judicial, enfatizando a necessidade de um julgamento imparcial e autônomo.
A filosofia do jiu-jítsu e a independência na magistratura
Para o ministro Fux, a prática do jiu-jítsu vai além do aspecto físico, moldando o caráter e a capacidade de decisão. Ele ressaltou que os juízes devem possuir um profundo conhecimento, uma nobreza de caráter e, acima de tudo, uma independência que classificou como “olímpica”.
Essa independência, segundo Fux, permite aos magistrados tomarem decisões que consideram corretas, sem se deixarem influenciar por divergências externas. A arte marcial, nesse contexto, atua como um catalisador para essa postura firme e ética, fundamental para a credibilidade do sistema de justiça.
Fux reiterou que o jiu-jítsu exerce uma influência significativa tanto na vida pessoal quanto na profissional. Ele enfatizou que o aspecto mais crucial da modalidade é a capacidade de incutir uma “independência olímpica”, uma qualidade que considera indispensável para qualquer juiz.
Esporte e cidadania: o papel dos projetos sociais
O encontro, que reuniu aproximadamente 45 jovens no Centro de Treinamento da Polícia Judicial do STF, é parte de uma série de iniciativas voluntárias. Policiais judiciais dedicam seu tempo para conduzir esses projetos, utilizando o esporte como uma poderosa ferramenta de transformação social.
Através do jiu-jítsu, os jovens são expostos a valores como disciplina, respeito e cidadania, elementos cruciais para a prevenção da violência e para a formação de indivíduos engajados na sociedade. A presença de figuras como o ministro Fux e Marcelo Schettini, secretário de Polícia Judicial do STF e faixa-preta de jiu-jítsu, reforça a importância e o impacto dessas ações.
Os policiais do tribunal desempenham um papel ativo na organização e execução desses projetos, oferecendo aos jovens não apenas o contato com a arte marcial, mas também a oportunidade de internalizar seus princípios. Essa abordagem visa construir um futuro mais promissor para as novas gerações, longe da criminalidade e mais próximo dos valores cívicos.
A longa trajetória do ministro nas artes marciais
A participação do ministro Luiz Fux em atividades voltadas a jovens praticantes de jiu-jítsu não é um fato isolado. Sua dedicação à arte marcial ao longo de cinco décadas demonstra um compromisso pessoal com os valores que ele tanto defende.
Em uma ocasião anterior, Fux conduziu um treinamento para membros do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e jovens atendidos por um projeto social no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Essas ações sublinham a crença do ministro no potencial do esporte como um agente de mudança e desenvolvimento, tanto individual quanto coletivo.
Fonte: revistaoeste.com

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