A Polícia Civil deflagrou a Operação Silenciar, resultando na prisão de um advogado em Cuiabá. O profissional é apontado como coautor de um homicídio ocorrido em novembro de 2024 e é suspeito de oferecer suporte jurídico a uma facção criminosa por anos. A ação policial, que visa desarticular redes de apoio ao crime organizado, cumpre mandados de prisão e aprofunda as investigações sobre a atuação de grupos criminosos na capital.
A operação, que teve início na manhã desta quarta-feira (14), é um desdobramento de um inquérito conduzido pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A prisão do advogado, acompanhada por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), destaca a complexidade das investigações que miram indivíduos com diferentes níveis de envolvimento em atividades criminosas.
Detalhes da Operação Silenciar e as investigações
A Operação Silenciar foi planejada para cumprir quatro mandados de prisão, todos expedidos pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A ação representa a conclusão de um inquérito minucioso, que contou com o apoio de diversas ferramentas investigativas. Perícias técnicas, análise de imagens de segurança, monitoramento eletrônico e inteligência policial foram cruciais para o avanço das apurações.
Esses métodos permitiram a identificação e o indiciamento de quatro autores, cujas condutas foram individualmente comprovadas ao longo do processo. A Polícia Civil tem intensificado suas ações contra o crime organizado, buscando não apenas prender os executores de crimes, mas também aqueles que fornecem apoio logístico e intelectual às facções.
A brutalidade do crime e a motivação apontada
O homicídio que motivou a Operação Silenciar ocorreu na madrugada de 8 de novembro de 2024, no bairro Siriema, em Cuiabá. A vítima, um homem de 25 anos, foi submetida a tortura antes de ser executada de maneira cruel. O laudo pericial indicou dezesseis disparos de arma de fogo e quinze golpes de faca, evidenciando a extrema violência empregada pelos criminosos.
As investigações apontam que o crime foi motivado por vingança. Integrantes da facção criminosa acreditavam que a vítima havia colaborado com as forças de segurança, repassando informações que resultaram na apreensão de uma significativa quantidade de drogas pela Polícia Militar. Essa percepção de traição teria levado à decisão de executar o homem, como forma de retaliação e para manter a disciplina interna do grupo.
O papel do advogado e a situação dos demais envolvidos
Entre os alvos da Operação Silenciar, o advogado é o principal destaque, sendo apontado como coautor do homicídio e colaborador da facção. A atuação de profissionais do direito em apoio a organizações criminosas é um tema de grande preocupação para as autoridades e para a própria Ordem dos Advogados, que busca coibir tais práticas. A prisão preventiva do advogado foi deferida pela Justiça, reforçando a seriedade das acusações.
Além do advogado, outros dois integrantes da facção também tiveram mandados de prisão cumpridos. Eles já se encontravam detidos na Penitenciária Central do Estado (PCE) por outros crimes, o que demonstra a reincidência e o histórico criminal dos envolvidos. Um quarto suspeito, identificado como “disciplina” da facção à época dos fatos, permanece foragido. As diligências da Polícia Civil continuam em andamento para localizá-lo e efetuar sua prisão, garantindo que todos os responsáveis sejam levados à justiça. Para mais informações sobre segurança pública, clique aqui.
Fonte: leiagora.com.br

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