A defesa do jornalista Oswaldo Eustáquio prepara um pedido formal ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a revogação da ordem de prisão preventiva que pesa contra ele. A iniciativa surge após o ministro Alexandre de Moraes determinar a extinção da ação que investigava suposta atuação de milícias digitais, processo no qual Eustáquio era um dos investigados.
O advogado Ricardo Vasconcellos, responsável pela defesa, confirmou a movimentação jurídica. Segundo ele, a decisão da Corte de arquivar o processo sem uma denúncia formal elimina a base legal que justificava a manutenção do mandado de prisão em aberto, abrindo caminho para o pleito de revogação.
O arquivamento da ação e o pedido de revogação
O encerramento do processo sobre as chamadas milícias digitais, sem que houvesse a apresentação de uma denúncia formal contra Oswaldo Eustáquio, é o ponto central da estratégia da defesa. O advogado Ricardo Vasconcellos enfatizou que o relator do caso não formulou acusações criminais específicas contra o jornalista ao longo da investigação.
A ausência de uma denúncia formal representa um argumento robusto para a defesa, que considera que, sem uma acusação concreta, a medida cautelar de prisão preventiva perde sua finalidade e sustentação jurídica. A expectativa é que o pedido de revogação seja protocolado no STF nos próximos dias, buscando a imediata cessação da ordem de prisão.
Implicações da ausência de denúncia formal
A prisão preventiva, no sistema jurídico brasileiro, é uma medida excepcional que exige a demonstração de requisitos como a garantia da ordem pública, da instrução criminal ou da aplicação da lei penal. Quando um processo é arquivado sem que uma denúncia seja oferecida, a fundamentação para a manutenção de uma prisão preventiva é significativamente enfraquecida.
O defensor de Eustáquio argumenta que a impossibilidade de o ministro relator apresentar acusações criminais contra seu cliente, culminando no arquivamento da ação, reforça a tese de que não há elementos suficientes para justificar a restrição de liberdade. Este cenário legal é crucial para a análise do pedido de revogação da prisão, que será submetido à avaliação do próprio ministro Alexandre de Moraes.
Histórico de decisões favoráveis à defesa
A defesa de Oswaldo Eustáquio destaca um histórico de decisões judiciais que, segundo eles, têm sido favoráveis ao jornalista. O arquivamento do caso das milícias digitais é classificado como mais um resultado positivo para a defesa no âmbito do STF, somando-se a outros desfechos importantes.
Entre as vitórias anteriores, a defesa menciona a extinção do inquérito 4828, ocorrida em 2022, além da obtenção de um salvo-conduto no Paraguai. Houve também a negação de um pedido de extradição pela Espanha, país onde Eustáquio conseguiu asilo político. Mais recentemente, o jornalista obteve um visto para os Estados Unidos no ano passado e a liberação para registrar sua candidatura eleitoral. O advogado reiterou que seu cliente não possui nenhuma condenação definitiva na Justiça brasileira, um ponto frequentemente salientado pela defesa para contestar medidas restritivas.
Fonte: revistaoeste.com

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