A vereadora por Cuiabá, Michelly Alencar (União Brasil), sinalizou que pode deixar a legenda em um futuro próximo. A parlamentar admitiu que a permanência na sigla está sob análise, especialmente diante de suas aspirações políticas para as eleições de 2026, quando pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Desafios e falta de suporte partidário
A declaração foi feita nesta terça-feira (29), durante o período de campanha eleitoral. Michelly destacou que a decisão sobre sua continuidade no União Brasil é uma avaliação importante para o futuro de sua trajetória política. A parlamentar tem enfrentado obstáculos significativos, incluindo a ausência de repasses do fundo eleitoral da própria sigla para financiar sua candidatura.
A situação de instabilidade não é recente. Em janeiro, a vereadora chegou a solicitar sua desfiliação, mas teve o pedido negado pela cúpula do partido. Segundo a parlamentar, o processo foi marcado pela negativa de assinatura para sua saída, sem que houvesse, em contrapartida, qualquer compromisso ou promessa de suporte financeiro para o pleito atual.
Estratégia financeira e alianças políticas
Sem o apoio financeiro do União Brasil, a campanha de Michelly Alencar tem sido sustentada por outras vias. A maior parte dos recursos arrecadados pela candidata, que somam R$ 518 mil, foi viabilizada pelo Progressistas. O aporte ocorreu por meio de uma aliança estratégica com o candidato Nilson Leitão, visto que o União Brasil compõe a Federação União Progressista.
O cenário de incertezas reflete um desejo antigo da vereadora de buscar condições mais equitativas para disputar cargos estaduais. Quando tentou deixar o partido anteriormente, a parlamentar justificou que a estrutura interna da sigla, que contava com nomes de peso como Eduardo Botelho — que posteriormente deixou a legenda —, dificultava o desenvolvimento de seu projeto eleitoral.
Perspectivas para a janela partidária
Embora a discussão sobre a mudança de sigla esteja em pauta, o calendário eleitoral impõe limites. A janela partidária, que permite a troca de legenda sem a perda do mandato, possui regras específicas para cargos eletivos. Como vereadora, Michelly avalia o cenário para os próximos ciclos, mantendo a possibilidade de migração em aberto para futuras movimentações políticas. Para mais informações sobre o cenário político local, consulte o portal Leiagora.
Fonte: leiagora.com.br

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