Candidatos presidenciais: agendas pelo país destacam segurança, educação e economia

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Candidatos presidenciais: agendas pelo país destacam segurança, educação e economia

A corrida presidencial ganhou intensidade em um sábado de campanha, com os principais candidatos à Presidência da República dedicando-se a compromissos em diversas regiões do país. As agendas foram marcadas pela apresentação de propostas em áreas cruciais como segurança pública, educação e desenvolvimento econômico, com destaque para os atos simultâneos de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro.

Enquanto os dois nomes concentravam suas atividades na capital fluminense, outros postulantes à presidência distribuíram-se por diferentes estados, participando de caminhadas, panfletagens, entrevistas e encontros diretos com o eleitorado, buscando consolidar suas plataformas e angariar apoio.

Lula da Silva foca em educação e segurança no Rio de Janeiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca um quarto mandato, cumpriu uma agenda de campanha no Rio de Janeiro. Ele realizou o primeiro comício de sua campanha na capital fluminense, no Estádio Proletário Moça Bonita, localizado em Bangu, na Zona Oeste da cidade.

Em seu discurso, Lula defendeu as candidaturas regionais de sua aliança como uma estratégia para afastar o Rio de Janeiro das manchetes policiais e impulsionar o desenvolvimento do estado. A educação foi um tema central em sua fala, com a promessa de expandir a oferta de escolas em tempo integral e criar novos institutos federais.

O candidato enfatizou a importância do investimento em educação, argumentando que o custo de não educar a população é muito maior, resultando em um futuro de mais prisões. Ele também abordou a política externa, afirmando estar aberto a negociações sobre a exploração de recursos como terras raras, mas ressaltou que os interesses nacionais do Brasil seriam sempre priorizados. Além disso, mencionou a intenção de fortalecer o aparato de defesa nacional para proteger as fronteiras e assegurar o respeito do país em cenários de divergência.

A segurança pública também foi pauta, com Lula declarando que o objetivo é retirar os criminosos dos territórios do Rio de Janeiro e devolver esses espaços à população, sem recorrer a medidas pirotécnicas, mas sim focando em prisões efetivas.

Flávio Bolsonaro aborda combate ao crime organizado e propostas sociais

Também no Rio de Janeiro, o candidato Flávio Bolsonaro participou de um ato no Maracanãzinho, na Zona Norte da capital, evento que marcou o lançamento conjunto de candidaturas do PL no estado. Seu discurso concentrou-se na segurança pública, onde afirmou que o avanço do crime organizado no Rio de Janeiro e no país exige medidas mais rigorosas de combate à criminalidade.

Flávio Bolsonaro propôs classificar organizações como o PCC, Comando Vermelho e milícias como grupos terroristas. Ele defendeu o endurecimento das penas, a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e a castração química para estupradores, reiterando que a população deve ter liberdade para circular sem medo nas ruas.

Na esfera social, o candidato expressou a intenção de manter programas de transferência de renda, desde que associados à qualificação profissional, à expansão do ensino técnico e ao incentivo ao empreendedorismo, por meio de um programa voltado à criação de pequenas empresas.

Outros presidenciáveis apresentam visões para o Brasil

Em outras regiões do Brasil, diversos candidatos à presidência também apresentaram suas propostas e visões para o futuro do país.

Ronaldo Caiado (PSD) esteve em Araçatuba e Campinas, onde destacou a necessidade de ampliar investimentos em logística para reduzir custos e aumentar a competitividade econômica, especialmente no agronegócio. Na segurança pública, propôs classificar facções criminosas como terroristas, construir 40 presídios de segurança máxima e intensificar o uso de inteligência artificial. Ele também defendeu ações conjuntas com países vizinhos para combater o narcotráfico, contrabando de armas e lavagem de dinheiro. Questionado sobre a redução da jornada e o fim da escala 6×1, Caiado afirmou ser favorável.

Augusto Cury (Avante) passou o dia em São Paulo, participando de um congresso de RH, gravando conteúdos de campanha e preparando-se para o primeiro debate presidencial. À noite, ele visitou a tradicional Festa de Nossa Senhora de Achiropita, no bairro do Bixiga.

Romeu Zema (Novo) conversou com aposentados e pensionistas na Praça Dom Orione, em Bela Vista (MG). Sobre a Previdência, defendeu a criação do contrato de trabalho por hora para ampliar a formalização e a arrecadação, sugerindo um possível aumento no tempo de contribuição para novos entrantes no mercado de trabalho, de forma gradual. Zema reiterou sua posição contrária às apostas online, que chamou de “cocaína digital”, e prometeu acabar com essa atividade se eleito.

Renan Santos (Missão) lançou em São Paulo um programa de “desfavelização”, propondo a urbanização de favelas com construção de edifícios residenciais, infraestrutura e abertura para novos empreendimentos, incluindo participação privada. Ele defendeu regras para proibir invasões de terrenos públicos e privados, criticando movimentos que, segundo ele, utilizam famílias como “massa de manobra”.

Edmilson Costa (PCB) participou de uma reunião da Internacional Antifascista no Rio de Janeiro, defendendo a formação de uma frente anti-imperialista com a participação de movimentos sindicais, populares e da juventude para se contrapor à ofensiva imperialista e promover a pauta dos trabalhadores, materializada na construção de Comitês Populares.

Hertz Dias (PSTU) teve agenda em São Paulo e na região do ABC, onde defendeu a moradia popular e criticou a especulação imobiliária. Ele propôs um amplo plano nacional de obras públicas para construir moradias populares, escolas, hospitais, creches e infraestrutura de saneamento.

A candidata Clariana Barão (DC) concedeu entrevistas, defendendo a substituição gradual da escala 6×1 pela 5×2 para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Ela enfatizou a necessidade de uma transição planejada e adaptada aos diferentes setores, sem redução salarial ou precarização.

Por fim, Wilson Grassi (Democrata) dedicou o sábado a reuniões com suas equipes de coordenação e marketing de campanha.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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