A Polícia Federal (PF) determinou um prazo de dez dias para que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) forneça informações detalhadas sobre a produção do longa-metragem Dark Horse. O filme, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se alvo de apurações oficiais diante de questionamentos sobre a origem dos recursos utilizados em sua realização.
Detalhes da investigação sobre o longa-metragem
A solicitação da PF abrange uma série de documentos essenciais para a transparência do projeto. Entre os itens requisitados estão os registros formais do filme, a identificação dos responsáveis técnicos e financeiros pela produção e eventuais processos administrativos que tramitem na agência reguladora relacionados à obra.
O objetivo central da diligência é esclarecer se a produção recebeu qualquer tipo de incentivo fiscal, verbas federais ou se utilizou mecanismos previstos em políticas públicas de fomento ao audiovisual brasileiro. A apuração busca garantir a conformidade do projeto com as normas vigentes do setor cinematográfico.
Contexto jurídico e inquérito no Supremo Tribunal Federal
O pedido de dados integra um inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro André Mendonça. A investigação foi instaurada após a divulgação de documentos e trocas de mensagens que apontaram a existência de um acordo financeiro estimado em US$ 24 milhões para viabilizar o projeto cinematográfico.
Conforme os registros, cerca de US$ 10 milhões, equivalentes a R$ 61 milhões na cotação atual, teriam sido movimentados entre fevereiro e maio de 2025. O montante foi direcionado ao Havengate Development Fund LP, entidade sediada nos Estados Unidos e vinculada ao advogado Paulo Calixto, que atua na defesa de Eduardo Bolsonaro.
Posicionamento e esclarecimentos da família Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou-se sobre o caso após questionamentos iniciais. Embora tenha negado a participação do banco Master no financiamento em um primeiro momento, o parlamentar confirmou posteriormente a captação de R$ 61 milhões junto a Daniel Vorcaro, ex-proprietário da instituição financeira.
Em declaração oficial feita em 15 de maio, o senador afirmou que a totalidade dos recursos foi aplicada na produção do filme. Mais recentemente, durante um evento de campanha em São Paulo realizado na quinta-feira, 20, Flávio Bolsonaro classificou o episódio como uma “página virada”, sustentando que a prestação de contas referente ao projeto já foi devidamente concluída. Para mais detalhes sobre o cenário político, acompanhe a cobertura da Revista Oeste.
Fonte: revistaoeste.com

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