Da redação | Foto: Reprodução
A edição de 2026 da Marcha para Jesus em Cuiabá acabou ganhando um componente político que foi além da celebração religiosa. Com a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República em 2026, o evento registrou uma mobilização considerada modesta para os padrões de uma das maiores manifestações evangélicas de Mato Grosso.
Ao longo do trajeto entre a Orla do Porto e a Arena Pantanal, imagens divulgadas nas redes sociais mostraram uma participação inferior à observada em grandes atos políticos e religiosos realizados nos últimos anos na capital mato-grossense. O cenário rapidamente gerou comparações e debates entre apoiadores e adversários do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A presença de Flávio Bolsonaro era vista como uma oportunidade para demonstrar força política junto ao eleitorado conservador e evangélico de Mato Grosso. No entanto, a adesão registrada durante a Marcha para Jesus em Cuiabá acabou levantando questionamentos sobre o atual poder de mobilização do bolsonarismo no estado.
Nos bastidores, o episódio ocorre em um momento de desgaste para setores da direita mato-grossense após a repercussão do caso Master, assunto que continua produzindo reflexos políticos e alimentando críticas de adversários. Para analistas, a combinação entre o cenário recente e a participação abaixo do esperado para um evento com a presença de uma das principais lideranças nacionais da direita evidencia dificuldades enfrentadas pelo grupo.
Mesmo contando com apresentações de nomes conhecidos da música gospel, como Trazendo a Arca, Quatro por Um, Julliany Souza e Renascer Praise, o debate político acabou dominando parte da repercussão do evento.
A Marcha para Jesus segue sendo uma das maiores manifestações de fé de Mato Grosso, mas a edição deste ano também serviu como termômetro político. Para críticos do bolsonarismo, o público registrado reforça sinais de desgaste. Já aliados argumentam que o foco principal do encontro foi a celebração religiosa, e não uma demonstração de força eleitoral.
Fonte: ReporterMT

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