Reprovação da economia atinge quase metade do país, indica levantamento

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Foto: Divulgação

A percepção sobre a economia brasileira tem gerado preocupação, conforme revelado por uma recente pesquisa BTG/Nexus. O levantamento, divulgado em 15 de junho, aponta que uma parcela significativa da população avalia negativamente a situação econômica do país, refletindo desafios persistentes no cenário financeiro das famílias brasileiras.

Os resultados da pesquisa sublinham um momento de insatisfação generalizada, com implicações importantes para o atual governo e para o debate público em torno das políticas econômicas. A análise detalhada dos dados oferece um panorama sobre as dificuldades enfrentadas pelos cidadãos e a forma como a gestão econômica é percebida em comparação com períodos anteriores.

Percepção da economia brasileira em xeque

A pesquisa BTG/Nexus indica que 49% dos entrevistados classificam a situação econômica do Brasil como “ruim” ou “péssima”. Em contraste, apenas 19% a consideram “ótima” ou “boa”. Essa disparidade na avaliação ressalta um descontentamento predominante em relação ao desempenho econômico nacional.

A comparação com o governo anterior também se mostra desfavorável à atual administração. O estudo aponta que 43% dos brasileiros acreditam que a economia piorou em relação ao período de Jair Bolsonaro, enquanto 39% percebem uma melhora. Esses números sugerem que a narrativa de recuperação econômica ainda não ressoa com uma parcela considerável da população.

Endividamento e inadimplência em alta

A avaliação econômica negativa acompanha de perto o crescente endividamento das famílias. A mesma pesquisa revela que 58% dos brasileiros possuem algum tipo de dívida, e um quarto deles, ou seja, 25%, está com parcelas atrasadas há mais de 30 dias, caracterizando uma situação de inadimplência.

Este cenário se alinha com dados do Mapa da Inadimplência da Serasa, que registrou um recorde histórico em abril de 2026, com 83,3 milhões de brasileiros negativados. A maior parte desses inadimplentes, cerca de 48%, pertence à faixa de renda de até um salário mínimo, evidenciando a vulnerabilidade econômica dos segmentos mais pobres da sociedade. Para mais informações sobre o endividamento no país, consulte o Mapa da Inadimplência da Serasa.

Juros e inflação pressionam o orçamento doméstico

A taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano, apesar de ter sido reduzida desde o início de 2026, permanece em um patamar elevado. Este cenário mantém o custo das dívidas já contraídas em níveis altos, dificultando a quitação por parte dos consumidores.

Somam-se a isso os reajustes contínuos de preços, especialmente de alimentos, que exercem uma pressão significativa sobre o orçamento familiar. A combinação de juros altos e inflação impacta diretamente o poder de compra e a capacidade de planejamento financeiro dos brasileiros.

Impacto eleitoral e metodologia da pesquisa

Realizada entre 12 e 14 de junho, a pesquisa ouviu 2 mil pessoas, apresentando uma margem de erro de dois pontos porcentuais e um nível de confiança de 95%. Esta é a quarta rodada do ciclo eleitoral de 2026, e seus resultados posicionam a economia como um dos temas mais sensíveis para o governo na corrida pela reeleição.

O levantamento BTG Pactual/Nexus está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06645/2026, garantindo a transparência e a conformidade com as regulamentações eleitorais.

Fonte: revistaoeste.com

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