Senadores de MT reagem à derrota de Jorge Messias no STF; aliados comemoram e Carlos Fávaro evita posicionamento

Via: RéporterMT | Foto: Reprodução

Rejeição inédita expõe divisão política após revés do governo Luiz Inácio Lula da Silva

A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (29), provocou reações imediatas entre os senadores de Mato Grosso. Pela primeira vez em mais de um século, o plenário do Senado barrou um nome indicado pela Presidência da República para a Corte.

Com 42 votos contrários e 34 favoráveis, o resultado marcou uma derrota expressiva para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e rompeu uma tradição de aprovações que perdurava desde o fim do século XIX.

O senador Jayme Campos (União Brasil) classificou o episódio como “histórico” e destacou o que chamou de independência do Legislativo. Segundo ele, a decisão demonstra que o Senado atua de forma autônoma e não apenas valida indicações do Executivo.

Já Wellington Fagundes (PL) adotou um discurso mais crítico ao governo federal. O parlamentar citou a articulação da oposição, liderada por nomes como Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro, e afirmou que o resultado reflete um desgaste político do Planalto diante do Congresso.

Em contraste, o senador Carlos Fávaro (PSD), alinhado ao governo e recém-retornado ao Senado após passagem pelo Ministério da Agricultura, não se manifestou publicamente sobre a votação até o fechamento desta matéria.

Nos bastidores, a avaliação é de que Fávaro seguiu a orientação governista e votou favoravelmente à indicação. Ainda assim, a liberação de recursos e articulações políticas não foram suficientes para reverter o cenário no plenário.

Com a rejeição, o governo federal terá de apresentar um novo nome para a vaga no STF, aberta após a saída do ministro Luís Roberto Barroso, em um movimento que evidencia a atual correlação de forças no Congresso Nacional.

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