A busca por um sonho terminou em tragédia e gerou forte luto nas redes sociais após a morte de uma jovem de vinte e quatro anos durante a realização de procedimentos estéticos. O caso aconteceu no Hospital-Geral de Cuiabá e mobiliza autoridades policiais e órgãos de fiscalização médica para esclarecer as causas das complicações fatais.
Em uma publicação compartilhada na internet, o companheiro da vítima expressou profunda dor e revelou trechos da última conversa mantida antes da entrada no centro cirúrgico. A troca de mensagens evidencia a expectativa em torno da intervenção, que envolvia a realização de lipoaspiração e a colocação de próteses de silicone, descrita por ela própria como a concretização de um antigo desejo pessoal.
as últimas mensagens trocadas pelo casal
A comunicação entre o casal ocorreu nas primeiras horas do dia do procedimento. Às seis e quarenta e dois da manhã, o marido enviou palavras de apoio e declarações afetuosas, recebendo em resposta a confirmação de que a cirurgia representava um momento muito aguardado. Poucos minutos depois, a jovem enviou um áudio e informou que seria encaminhada para a sala de operações, marcando o último contato registrado entre eles.
Apesar de relatar que não era totalmente favorável à decisão, o esposo destacou a determinação da companheira em buscar seus objetivos. Nas redes sociais, ele enfatizou o papel dela como mãe exemplar e o vazio deixado na rotina familiar, pedindo forças para lidar com a ausência repentina na criação dos filhos.
investigação policial e apuração do conselho de medicina
A Polícia Civil instaurou procedimento por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa para apurar a dinâmica e as causas que levaram ao óbito. Os investigadores aguardam a conclusão de laudos periciais para determinar se houve falhas no atendimento prestado à paciente durante as manobras de reanimação realizadas pela equipe de saúde.
Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso abriu uma sindicância ético-profissional para analisar a conduta dos profissionais envolvidos. Dados públicos apontam que o médico responsável pelo procedimento possui registro ativo, mas não conta com especialidade registrada no Conselho Federal de Medicina, conforme consultas disponíveis no portal do CFM.
Fonte: leiagora.com.br

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