A investigação sobre a morte do professor Breno Antonio Humberto de Moraes ganhou novos contornos com as declarações do serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, principal suspeito no caso. Em depoimento, Elias alegou que a vítima estaria jurada de morte por uma facção criminosa devido a dívidas e que também praticava chantagem contra ele e outros homens.
As informações foram reveladas pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em entrevista exclusiva. A Polícia Civil, no entanto, ressalta que as alegações do suspeito ainda não foram confirmadas e estão sob rigorosa apuração, sendo confrontadas com outros elementos do inquérito.
Alegações Iniciais: Dívidas com Facção Criminosa
Durante uma conversa informal com a polícia, Elias Samuel Delgado da Silva mencionou que Breno Antonio Humberto de Moraes teria sido ameaçado de morte pelo Comando Vermelho (CV) em razão de débitos com a organização. O suspeito reiterou a afirmação em outro momento, mas não detalhou a data da suposta ameaça nem confirmou se essa seria a motivação direta para o homicídio.
No decorrer de seu depoimento formal, Elias optou por permanecer em silêncio quando questionado sobre as supostas dívidas e a ameaça da facção. A Polícia Civil enfatiza que, até o momento, essas são apenas alegações do investigado e não foram corroboradas por provas concretas, sendo um dos pontos cruciais da investigação.
Novas Revelações: Suspeita de Chantagem e Abuso
Além das supostas dívidas com o crime organizado, Elias também alegou que o professor Breno o chantageava e exercia pressão sobre outros homens, especialmente os casados. Segundo o suspeito, a vítima ameaçava expor informações sobre encontros e relacionamentos às esposas, utilizando essas situações para obter vantagens.
A Polícia Civil, para aprofundar a investigação, ouviu pessoas próximas a Breno, buscando coletar dados sobre sua rotina, relacionamentos e possíveis conflitos que pudessem corroborar ou refutar as declarações de Elias. As alegações de chantagem também estão sendo verificadas para determinar sua veracidade e se há alguma conexão com a morte do professor.
Durante a apuração, surgiu ainda uma suspeita relacionada a um possível abuso sexual infantil. O delegado Bruno Abreu esclareceu que, até o momento da entrevista, não havia provas que sustentassem essa acusação. Todas as informações levantadas são tratadas como hipóteses e estão em fase de investigação, sem serem consideradas fatos comprovados ou crimes atribuídos à vítima.
Análise do Celular: Peça Chave na Investigação
A análise do celular apreendido com Elias Samuel Delgado da Silva é vista como um passo fundamental para o avanço da investigação. A equipe policial obteve autorização para acessar o conteúdo do aparelho e planeja examinar minuciosamente conversas, registros e outros dados armazenados.
Este procedimento permitirá confrontar as informações do celular com os depoimentos já colhidos e outras provas materiais. A expectativa é que a análise ajude a esclarecer a natureza da relação entre Elias e Breno, verificar a existência de mensagens relacionadas às supostas chantagens e avaliar a consistência das declarações do investigado. Os dados também podem ser decisivos para determinar a motivação do homicídio e a possível participação de terceiros. O delegado ressaltou que, devido ao volume de informações, a análise requer tempo e dedicação da equipe.
Para mais informações sobre o trabalho das forças de segurança pública no Brasil, consulte o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O Desaparecimento e a Prisão do Suspeito
Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, foi dado como desaparecido em 26 de setembro, na cidade de Várzea Grande. Seu corpo foi encontrado em 8 de outubro, em uma área de brejo no bairro 13 de Setembro, após intensas buscas.
Elias Samuel Delgado da Silva foi preso temporariamente no mesmo dia em que o corpo foi localizado, na região do Manso. Segundo a Polícia Civil, foi o próprio investigado quem indicou o local onde o corpo do professor estava. Apesar de admitir ter estado em um local relacionado ao caso, Elias nega veementemente ter sido o autor do assassinato. A investigação prossegue para esclarecer a motivação exata do crime.
Fonte: leiagora.com.br

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