Flávio Bolsonaro propõe flexibilização da jornada e critica postura de Lula

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Flávio Bolsonaro propõe flexibilização da jornada e critica postura de Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL) manifestou, nesta terça-feira (6), sua posição contrária aos moldes atuais do debate sobre a escala 6×1, defendendo em contrapartida a implementação de uma jornada de trabalho flexível. Segundo o parlamentar, a prioridade deve ser conceder ao trabalhador a autonomia necessária para gerir seus próprios horários, permitindo uma conciliação mais eficiente entre as demandas profissionais e as responsabilidades familiares.

Proposta de autonomia e gestão do tempo

A estratégia apresentada pelo presidenciável, articulada em conjunto com o senador Rogério Marinho (PL-RN), foca na liberdade individual como pilar central das relações trabalhistas. A ideia é que o colaborador possa ajustar sua carga horária conforme necessidades específicas, como a rotina de cuidados com os filhos, viabilizando jornadas reduzidas ou fragmentadas ao longo do dia.

Para complementar essa visão, Flávio Bolsonaro incluiu em seu plano de governo a oferta de vouchers destinados ao custeio de vagas em creches particulares, caso a rede pública não apresente disponibilidade imediata. O objetivo, segundo o senador, é reduzir a burocracia e diminuir os encargos sobre a folha de pagamento, criando um ambiente mais favorável tanto para o empregado quanto para o setor produtivo.

Críticas ao uso eleitoral do debate

Durante entrevista concedida em Brasília, o senador direcionou duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Flávio acusou o atual governo de oportunismo político, argumentando que a pauta sobre a jornada de trabalho ganhou destaque apenas durante o segundo turno das eleições, sem ter sido uma prioridade efetiva ao longo dos quatro anos de mandato.

Para o parlamentar, o movimento atual do governo petista carece de consistência histórica e visa apenas a obtenção de dividendos eleitorais. Ele reforçou que sua proposta de flexibilização é, em sua avaliação, uma alternativa superior e mais prática do que as discussões que tramitam atualmente no Congresso Nacional.

Contexto no Senado Federal

As declarações do senador ocorreram no mesmo dia em que o plenário do Senado iniciou as discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de seis dias de trabalho por um de descanso. O texto em análise propõe a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de repouso remunerado sem que haja prejuízo aos salários dos trabalhadores.

Fonte: reportermt.com

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