Desaprovação popular atinge maioria no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal

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A percepção da opinião pública brasileira sobre as duas principais instituições do país permanece em patamares críticos. Dados recentes revelados pela consultoria Futura/Apex indicam que tanto o Congresso Nacional quanto o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrentam índices de desaprovação superiores a 50%, refletindo um cenário de distanciamento entre o eleitorado e os pilares do Poder Legislativo e Judiciário.

O levantamento, divulgado na terça-feira, 16, oferece um retrato detalhado de como os brasileiros avaliam a atuação dessas instâncias. Embora os números revelem uma leve oscilação em comparação aos meses anteriores, a rejeição consolidada mantém o debate sobre a representatividade e a eficácia das instituições no centro da pauta política nacional.

Radiografia da rejeição legislativa e judiciária

O Congresso Nacional, que engloba a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, registrou uma desaprovação de 58,8% entre os entrevistados. Em contrapartida, a taxa de aprovação do Legislativo situa-se em 29,8%, enquanto 11,4% dos consultados optaram por não opinar ou não souberam responder.

No caso do Supremo Tribunal Federal, o cenário apresenta contornos semelhantes. A instituição acumula 51,1% de desaprovação popular. A parcela da população que avalia positivamente o trabalho da Corte é de 38,3%, com 10,6% de indecisos ou que preferiram não se manifestar sobre o tema.

Tendências e variações nos indicadores

Ao analisar a série histórica apresentada pela Futura/Apex, nota-se um movimento de recuo na rejeição em comparação aos meses de maio e abril. O Congresso Nacional, que chegou a registrar 60,1% de desaprovação em maio, apresentou uma queda no índice atual, após ter marcado 56,1% em abril.

A trajetória da avaliação do STF segue uma lógica análoga. Em maio, a desaprovação da Corte atingia 54,3%, enquanto em abril o índice era de 51,9%. Apesar da queda numérica, a manutenção da desaprovação acima da metade da amostra indica que a insatisfação com as instituições ainda é o sentimento predominante entre a maioria dos brasileiros consultados.

Metodologia e rigor estatístico

Para chegar a esses resultados, o instituto realizou uma coleta de dados abrangente entre os dias 8 e 12 de junho. A amostra contemplou 2 mil eleitores distribuídos por 861 municípios brasileiros, garantindo uma representatividade nacional para o estudo.

A pesquisa foi conduzida via entrevistas telefônicas, respeitando uma margem de erro de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. Com um índice de confiança de 95%, o levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01461/2026, conferindo validade técnica e transparência ao processo de aferição da opinião pública.

Fonte: revistaoeste.com

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