A cidade de Poxoréu, a 254 quilômetros de Cuiabá, se tornou palco de uma investigação de crime brutal após o corpo de uma mulher de 26 anos ser encontrado na tarde da última sexta-feira (5). A vítima, identificada como Suely Freitas dos Reis, apresentava diversas lesões, indícios de enforcamento por arame farpado e sinais de possível tentativa de estupro, chocando a comunidade local e mobilizando as forças de segurança.
poxoréu: cenário e impactos
A descoberta macabra desencadeou uma série de procedimentos investigativos que buscam esclarecer as circunstâncias do assassinato e identificar o responsável. A Polícia Militar foi a primeira a chegar ao local, após ser acionada por volta das 17h28, e se deparou com a cena de violência que agora é o foco da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Detalhes da descoberta e os indícios de brutalidade
Ao chegarem no local indicado, os policiais militares encontraram o corpo de Suely Freitas dos Reis com claros sinais de violência. Próximo à vítima, foi localizado um pedaço de arame farpado, e uma lesão no pescoço de Suely sugeria que o objeto pode ter sido utilizado no crime. Além disso, a cena apresentava indícios de luta corporal, com objetos e vestígios que indicam que a mulher tentou se defender do agressor.
A área foi imediatamente isolada para que os peritos da Politec pudessem realizar os trabalhos de coleta de evidências. As informações preliminares levantadas pela perícia reforçam a hipótese de que a morte ocorreu por enforcamento com o arame encontrado. Os peritos também identificaram indícios de violência sexual, e a polícia agora investiga se houve tentativa ou consumação do crime.
Linha de investigação e a busca pelo principal suspeito
Durante os trabalhos periciais no local do crime, vestígios de sangue foram encontrados em uma residência próxima de onde o corpo de Suely estava. A moradora do imóvel informou às autoridades que reside no local com seu filho, um homem de 44 anos, que rapidamente se tornou o principal suspeito do assassinato.
A mulher relatou aos policiais que seu filho havia saído de casa pela manhã, afirmando que iria trabalhar em uma fazenda. Questionada sobre as manchas de sangue na residência, ela disse não ter conhecimento do que poderia ter ocorrido. A Politec recolheu amostras do material genético para análise, enquanto equipes policiais iniciaram buscas intensas na tentativa de localizar o suspeito, que não havia sido encontrado até o encerramento da ocorrência. Após a perícia inicial, o corpo de Suely foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Primavera do Leste para exames mais aprofundados.
O combate à violência de gênero e os canais de denúncia
Este trágico episódio em Poxoréu ressalta a urgência e a gravidade da violência contra a mulher, um problema que não pode ser ignorado ou ficar impune. Em Mato Grosso, assim como em todo o Brasil, existem canais gratuitos e seguros para que vítimas ou testemunhas possam denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima, garantindo a segurança de quem procura ajuda. É possível registrar um boletim de ocorrência online, por meio da Delegacia Digital. Em casos de emergência ou flagrante, a ajuda imediata pode ser solicitada pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, a Patrulha Maria da Penha também pode ser acionada pelo número (65) 98170-0199, oferecendo suporte especializado.
O atendimento presencial está disponível em Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher, como as de Cuiabá e Várzea Grande. A legislação brasileira tem se fortalecido no combate a esses crimes, e a pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio, que visa endurecer as punições e proteger as vítimas.
Fonte: reportermt.com

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