Gisela Simona prioriza reeleição e minimiza especulações sobre vice-governadoria

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Victor Ostetti/MidiaNews

A deputada federal Gisela Simona (União) reafirmou sua determinação em buscar a reeleição para a Câmara dos Deputados, distanciando-se das especulações que a apontam como um nome forte para compor uma chapa ao Governo de Mato Grosso. A parlamentar, que tem sido ventilada como potencial vice-governadora, enfatizou que seu foco principal reside na continuidade de seu trabalho no Congresso Nacional.

Nos bastidores políticos, Gisela Simona é frequentemente mencionada como uma opção estratégica para a vice-governadoria, especialmente por sua representatividade como mulher e negra, além de possuir uma base eleitoral consolidada na Baixada Cuiabana. Contudo, a deputada mantém uma postura de priorizar seu atual mandato e a disputa por uma nova legislatura.

Foco na reeleição e as especulações sobre a vice-governadoria

Gisela Simona declarou abertamente que a possibilidade de ser vice-governadora nunca esteve em seus planos imediatos. “Eu nunca nem pensei nisso, nessa possibilidade. Estamos trabalhando mesmo para a candidatura à federal”, afirmou. Ela ressaltou, no entanto, que como membro de um grupo político, está aberta a analisar cenários que fortaleçam o coletivo, mas sua única alternativa hoje é a candidatura a deputada federal.

A parlamentar, que atuou como suplente por mais de 33 meses, prepara-se para deixar o cargo no início de abril com o retorno do titular da vaga. Durante sua passagem pela Câmara, Gisela Simona vivenciou uma rotina intensa, marcada por embates políticos e um constante escrutínio público, que ela comparou ao monitoramento de um reality show.

Atuação parlamentar e conquistas na defesa de mulheres e consumidores

Ao fazer um balanço de sua atuação na Câmara dos Deputados, Gisela Simona destacou resultados significativos, principalmente em suas principais bandeiras. Entre as conquistas, ela mencionou a relatoria do pacote antifeminicídio, que propôs o aumento da pena para 40 anos, a máxima do Código Penal Brasileiro. A iniciativa visa combater a alarmante estatística de mulheres vítimas de violência no país.

Outro ponto relevante foi a relatoria de um projeto que prevê o spray de pimenta como instrumento de autodefesa para mulheres, uma medida intermediária entre a ausência de proteção e o uso de armas mais extremas. Na defesa do consumidor, a deputada atuou para barrar o enfraquecimento dos PROCONs e defendeu o fim do cartão de crédito consignado, um produto que, segundo ela, tem gerado grande endividamento.

Debate sobre a jornada de trabalho e a escala 6 por 1

A deputada também se posicionou sobre a discussão acerca do fim da escala de trabalho 6 por 1, que prevê uma redução da jornada semanal. Ela reconhece a importância do debate diante da sobrecarga dos trabalhadores, mas alerta para os riscos de uma mudança radical que o Brasil pode não estar economicamente preparado para absorver.

Gisela Simona mencionou propostas de emenda constitucional que tramitam na CCJ, visando reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais (escala 4 por 3). Contudo, ela defende que a proposta do Governo Federal de 40 horas semanais (escala 5 por 2) seria mais adequada. A parlamentar enfatiza a necessidade de amadurecer o tema, considerando as particularidades de setores como o agronegócio, para evitar engessar a legislação trabalhista.

Polêmica na Comissão da Mulher e o embate com Érika Hilton

Um dos temas abordados pela deputada foi a polêmica eleição da deputada Érika Hilton para a presidência da Comissão da Mulher na Câmara. Gisela Simona esclareceu que a escolha do nome coube ao PSOL, partido de Érika Hilton, e que regimentalmente não há exigência de que a comissão seja presidida por uma mulher.

A deputada revelou ter votado em branco na primeira chamada da eleição e não ter votado na segunda. Ela expressou ter se sentido ofendida por um texto publicado por Érika Hilton, que, em seu entendimento, dava a entender que mulheres de centro e direita seriam “esgoto da sociedade” ou “imbecis”. Embora Érika Hilton tenha esclarecido que o texto se referia a ataques nas redes sociais, Gisela Simona considerou a explicação “não convincente”. Há um recurso em andamento para anular a eleição da deputada Érika Hilton.

Desafios do União Brasil e as bandeiras para a próxima legislatura

Sobre os desafios internos do União Brasil na formação de chapas para as próximas eleições, Gisela Simona reconheceu que partidos com forte representatividade enfrentam a entrada de novos concorrentes em busca de vitórias. Ela observou que a realidade política brasileira favorece a reeleição de quem já possui mandato.

Para sua campanha de reeleição, Gisela Simona pretende manter as bandeiras que a tornaram conhecida, como os direitos dos consumidores – muitos ainda a reconhecem como “Gisela do Procon”. Além disso, as pautas relacionadas à defesa das mulheres e o combate à violência continuarão sendo pilares de sua atuação, especialmente após um período crítico de aumento da violência no país.

Fonte: midianews.com.br

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