A jornalista Míriam Leitão, durante o programa Central da GloboNews, analisou o descrédito do Supremo Tribunal Federal (STF) perante a população brasileira. Segundo a comentarista, essa situação se deve ao fato de que “desde o início do governo Bolsonaro o ex-presidente dedicou-se a atacar a instituição do STF”, somado a erros atuais da própria Suprema Corte, especialmente por parte dos ministros Toffoli e Moraes. A informação foi publicada originalmente pelo portal Oeste.
Leitão defendeu a importância de “ter que olhar a história toda” para uma compreensão completa do contexto. No entanto, uma perspectiva mais aprofundada da recente composição do STF indicaria que a Corte tem proferido julgamentos sem considerar plenamente o bom senso jurídico e as normas constitucionais.
Dentre os pontos levantados sobre as ações do STF, destaca-se a suposta reinauguração da censura prévia a jornalistas e documentaristas que questionavam o ex-presidente Lula. Essa prática foi atribuída a membros do STF em posse do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mais recentemente, iniciativas semelhantes teriam sido observadas em relação a Flávio Dino, outro integrante da corte.
Adicionalmente, foi mencionado um sistema de judicialização de processos que, na análise apresentada, ignora a hierarquia das instâncias. Esse modelo centralizaria em um único juiz o poder absoluto de investigação, acusação e condenação, evocando práticas de tribunais revolucionários do século 20.
Recentemente, tornou-se notícia nacional o suposto envolvimento de, pelo menos, dois ministros com um banqueiro acusado de fraudar o sistema financeiro do país e de comprar influência política e jurídica. O indivíduo em questão teria demonstrado certeza de uma proteção direta de ministros da Suprema Corte. A confirmação de tais fatos, se ocorrida, indicaria um novo patamar de corrupção sistêmica no Brasil.
Nesse cenário, a perda de confiança na Suprema Corte seria atribuída à incoerência em suas ações, a motivações que levantariam questionamentos, à permissividade jurídica evidente com criminosos, e ao restabelecimento de regras para condenar opositores ou absolver aliados com base em paixões políticas e ideológicas.
Fonte: https://revistaoeste.com

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