O Ministério Público Federal (MPF) obteve uma liminar que determinou o bloqueio de R$ 11,3 milhões em bens de cinco indivíduos acusados de participação em mineração ilegal na Terra Indígena (TI) Sete de Setembro, localizada no município de Rondolândia (1064 km de Cuiabá), em Mato Grosso.
A medida foi concedida pelo juiz Rodrigo Bahia Accioly Lins, da Vara Federal Cível e Criminal de Juína.
Conforme o MPF, quatro dos cinco envolvidos são indígenas e exerciam papéis de liderança e gestão em suas comunidades. Eles teriam autorizado a entrada de garimpeiros não indígenas no território.
O acesso à reserva era liberado mediante o pagamento de até 20% dos minérios extraídos ilegalmente. Um dos indígenas é apontado como o comandante dos garimpeiros e é acusado de ameaçar membros da comunidade que tentavam combater as atividades ilícitas na área.
Agentes de fiscalização identificaram acampamentos e motores de grande porte utilizados na extração mineral. A estrutura contava com suporte logístico, como acampamentos, para a manutenção prolongada das operações ilegais na floresta nativa.
As investigações revelaram uma organização estruturada para o garimpo clandestino, com duas frentes de exploração irregular no local: uma dedicada à extração de diamantes e outra ao ouro.
O esquema foi descoberto durante a Operação Olhos Fechados, deflagrada em maio de 2025, que resultou em prisões preventivas.
Fonte: https://www.midianews.com.br

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