Presidente da Assembleia afirma que PLOA enviada por Mauro Mendes está “totalmente errada” e subestima gastos essenciais
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), afirmou que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, elaborado e encaminhado pelo Governo do Estado, contém erros graves e subestima despesas de áreas essenciais, especialmente da Saúde.
Segundo ele, os valores previstos para o próximo ano são R$ 1,3 bilhão menores do que os gastos realizados em 2025.
“Fizemos um comparativo na questão da Saúde. O orçamento para o próximo ano é R$ 1,3 bilhão a menos do que gastou este ano. Não se fechou nenhum hospital, não diminuiu nada na Saúde. Como que o ano que vem vai gastar menos?”, questionou o parlamentar.
Russi afirmou que, se o regimento interno permitisse, a Assembleia devolveria o projeto ao Palácio Paiaguás, pois o texto “está totalmente errado”.
“Se tivéssemos essa condição, com certeza devolveríamos. O orçamento que chegou à Assembleia está equivocado”, declarou.
O presidente destacou ainda que a proposta deve obrigar o secretário de Saúde a pedir suplementações à Secretaria de Fazenda (Sefaz) já nos primeiros meses de 2026, o que, segundo ele, pode atrasar pagamentos e concentrar poder nas mãos da Fazenda.
“Não sei se o interesse é segurar todo o poder na Sefaz. Em maio, o secretário de Saúde vai precisar pedir suplementação para pagar o dia a dia, e isso é ruim para o Estado”, disse.
Diversos deputados também têm criticado a proposta, alegando que ela foi subestimada.
O governador Mauro Mendes (União), por outro lado, defendeu que o orçamento foi elaborado por equipe técnica qualificada e segue a metodologia utilizada em anos anteriores.De acordo com a Secretaria de Fazenda, o PLOA estima receita e despesa de R$ 40,7 bilhões para 2026 — uma expansão de 11% em relação aos R$ 37 bilhões previstos em 2025.

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