Suspeitos negam alterar cerveja em fábrica clandestina; Polícia aguarda laudo da perícia

Suspeitos negam alterar cerveja em fábrica clandestina; Polícia aguarda laudo da perícia

Produtos apreendidos devem passar por exames laboratoriais; responsáveis pelo esquema ainda são procurados

Os suspeitos investigados por operarem uma fábrica clandestina de cerveja em Nova Mutum (a 242 km de Cuiabá) negam ter adulterado o conteúdo das garrafas vendidas. Segundo o delegado Edmundo Félix de Barros Filho, responsável pelo caso, os três homens afirmaram que alteravam apenas as embalagens, trocando tampas e rótulos dos produtos.

Apesar da versão apresentada, a Polícia Civil aguarda o resultado de exames laboratoriais realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). A perícia deve confirmar se houve ou não manipulação do líquido, já que soda cáustica foi encontrada no galpão durante a operação.

De acordo com o delegado, as investigações continuam para identificar os organizadores do esquema, que não estavam no local no momento da ação policial.


Prisões e acusações

Os três suspeitos foram detidos em flagrante no galpão e levados à Delegacia de Nova Mutum. Eles responderão por falsificação, corrupção e adulteração de substância alimentícia, crimes previstos no Código Penal.

“Os suspeitos responderão a inquérito por corromper, adulterar, falsificar ou alterar substância ou produto alimentício destinado ao consumo, tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo”, explicou o delegado.

“Também vender ou expor à venda mercadoria com embalagem, tipo, especificação, peso ou composição em desacordo com a lei, ou que não corresponda à classificação oficial”, completou.


Funcionamento do esquema

A investigação aponta que os três homens atuavam como mão de obra no local. Eles confessaram já terem adulterado e comercializado mais de 10 mil caixas de cerveja em um período de quatro meses, em Nova Mutum e região.

A cerveja era comprada em Sinop (a 482 km da Capital) e levada ao galpão, onde recebia rótulos falsos de marcas conhecidas, como Brahma, Original e Skol. As bebidas eram revendidas a preços abaixo do mercado, garantindo lucro superior a 100% por engradado.

A Polícia Civil investiga ainda o envolvimento de uma cervejaria que teria fornecido parte dos produtos.

Via: MidiaNews

Deixe um comentário

Your email address will not be published.