Foto: Victor Ostetti/MidiaNews
O governador Mauro Mendes (União) se manifestou nesta sexta-feira (12) sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Para Mendes, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) representa um “momento triste” da história do Brasil e reforça a polarização política no país.
“Um momento triste da história do país. Continua a polarização, uma briga ideológica. Eu não conheço os detalhes do processo e não vou desrespeitar o STF. Mas eu, como brasileiro, eu não vi golpe”, declarou o governador.
Mendes ressaltou que não houve ação concreta que configurasse golpe. “Eu não vi tiro e tanque na rua. Pensar em fazer algo nunca foi crime nesse país. Talvez pensaram, imaginaram, mas não fizeram”, completou.
Julgamento político e anistia
Segundo o governador, o julgamento da Primeira Turma do STF teve caráter “político” e amplia a divisão nacional. “Vi alguns juristas e analistas apontando equívocos. É mais um capítulo que continua dividindo o Brasil”, disse.
Ele voltou a defender a anistia como saída para pacificar o cenário. “Já foi feita anistia várias vezes nesse país. Pessoas que torturaram, que cometeram grandes crimes, foram perdoadas. Não vi, e nenhum brasileiro viu, o presidente Bolsonaro cometer esse tipo de crime.”
Projeto no Congresso
Um projeto de lei que pode conceder anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro — incluindo Bolsonaro — deve ser apresentado no Congresso Nacional. Mendes afirmou que a medida poderia encerrar a discussão sobre erros do passado e “pacificar o Brasil”.
“Eu não conheço detalhe do projeto, mas acho que tem que ser feita uma anistia, sim. As pessoas de 8 de janeiro fizeram algo errado? Sim. Mas já vi muitas vezes o MST invadir o Congresso Nacional, depredar prédios públicos no Brasil inteiro e não vi ninguém preso”, afirmou.
Para o governador, o país precisa olhar para frente. “Defendo uma anistia que traga paz, que coloque o Brasil de volta no rumo certo e acabe com essas polarizações que não ajudam a colocar comida na mesa nem a resolver os grandes problemas nacionais.”
VIA: MIDIANEWS

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