Confronto marca manifestação anti-Lula na Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Uma manifestação realizada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) contra a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição terminou em confronto direto entre estudantes. O ato político gerou forte polarização no campus universitário.
O evento foi convocado para o final da tarde de uma segunda-feira e recebeu o título de “Vire à direita: UFRN anti-Lula”. O cenário de tensão se estabeleceu rapidamente com a presença de grupos com posicionamentos políticos opostos no local.
Ato político e choque entre estudantes
Durante a mobilização, os manifestantes exibiram faixas, bandeiras e um boneco inflável que retratava o chefe do Executivo federal com uniforme de presidiário. O grupo também declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro e ao ex-prefeito Allyson Bezerra.
Estudantes contrários ao ato aproximaram-se entoando palavras de ordem e tentando barrar a continuidade da mobilização. A situação escalou rapidamente para empurrões, quebra de gradis de ferro e agressões físicas mútuas entre os dois lados.
Danos materiais e feridos no campus
O nível de violência no campus resultou em danos a uma das estruturas de portão da instituição de ensino. Um aluno do curso de Jornalismo sofreu ferimentos na região da boca e teve seus óculos quebrados durante o tumulto.
Imagens do episódio rapidamente circularam em plataformas digitais, evidenciando o grau de hostilidade entre os estudantes. As cenas provocaram forte repercussão na comunidade acadêmica e nos diretórios representativos.
Repercussão institucional e posicionamento partidário
Após os episódios de violência e vandalismo, a administração da UFRN não emitiu um pronunciamento direto sobre o conflito, limitando-se a destacar em redes sociais o seu compromisso com a diversidade e a democracia na universidade.
Entidades estudantis e o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores manifestaram repúdio aos episódios de agressão. As organizações cobraram investigações rigorosas para identificar os responsáveis pelos atos de violência registrados na ocasião.
Fonte: revistaoeste.com