Conselho de medicina abre sindicância para investigar cirurgião plástico indiciado

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso determinou a instauração de uma sindicância interna para apurar a conduta do médico Lucas Danillo Moreira de Jesus. O profissional foi indiciado pela Polícia Civil sob suspeita de lesão corporal gravíssima e falsidade ideológica em procedimentos de cirurgias plásticas realizados em quatro pacientes.
Em nota oficial divulgada em uma terça-feira, o órgão fiscalizador informou que tomou conhecimento formal das investigações em andamento. O procedimento administrativo tem como objetivo apurar os fatos e confirmar oficialmente a identidade do profissional, garantindo a observância do devido processo legal e da ampla defesa.
Detalhes da sindicância interna e sigilo legal
A investigação conduzida pela autarquia federal tramita sob rigoroso sigilo, conforme as determinações da legislação vigente e do Código de Processo Ético-Profissional. Por essa razão, a instituição não divulgou detalhes específicos sobre o andamento do procedimento administrativo.
A administração do conselho regional destacou que mantém firme compromisso com a segurança da população e com a qualidade da assistência prestada na área da saúde. A fiscalização da ética médica permanece como prioridade institucional diante de denúncias graves envolvendo intervenções cirúrgicas.
Colaboração com autoridades e investigações policiais
O órgão fiscalizador também declarou que atua de forma independente, mas colaborativa com os demais poderes do Estado. A instituição permanece inteiramente à disposição da corporação policial e do Ministério Público para auxiliar em todas as diligências necessárias.
As apurações policiais tiveram início após denúncias formais registradas por pacientes que relataram complicações severas e resultados insatisfatórios em procedimentos estéticos e reparadores realizados na região.
Complicações pós-operatórias relatadas pelas pacientes
As investigações concentram-se em intervenções cirúrgicas como redução e levantamento das mamas, colocação ou substituição de próteses mamárias e cirurgias de lipoaspiração realizadas nos últimos anos.
- Dores persistentes na região operada
- Cicatrizes anômalas e assimetrias severas
- Deformidades mamárias aparentes
- Casos de necrose e dificuldades de cicatrização
Os relatos colhidos durante a fase de inquérito apontam que as mulheres afetadas sofreram consequências físicas significativas no período pós-operatório, motivando a intervenção das autoridades de segurança pública e dos órgãos de classe.
Fonte: leiagora.com.br