Inflação no atacado acelera e impulsiona alta do Igp-10

O Índice Geral de Preços – 10 registrou alta de 1,76% no mês de outubro, segundo levantamento divulgado recentemente pela Fundação Getulio Vargas. No período anterior, o indicador econômico havia apresentado avanço de 1,47%. Com o novo resultado apurado, o índice passa a acumular elevação de 4,79% no acumulado do ano e de 5,02% considerando os últimos doze meses.
Comparativamente ao mesmo intervalo do período anterior, quando o índice havia subido 0,08% no mês e acumulado 1,6% em doze meses, o cenário inflacionário atual demonstra uma aceleração perceptível na dinâmica de preços monitorada pela instituição de pesquisa econômica.
Preços ao produtor impactam resultado geral
O principal vetor de pressão sobre o indicador foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede as variações de custos no setor atacadista. Este componente específico avançou 2,36% no mês e detém o maior peso na composição estrutural do IGP-10, ditando o ritmo da inflação calculada.
Entre os produtos e setores que exerceram maior influência altista no atacado destacam-se a gasolina automotiva, itens derivados da cadeia de grãos e o setor de bovinos. A alta nesses segmentos reflete diretamente nas etapas iniciais de formação de custos para a economia doméstica.
Componentes que compõem o indicador econômico
O cálculo abrangente do IGP-10 consolida três vertentes fundamentais da atividade econômica nacional:
- O Índice de Preços ao Produtor Amplo, voltado ao acompanhamento do atacado;
- O Índice de Preços ao Consumidor, focado em bens e serviços familiares;
- O Índice Nacional de Custo da Construção, direcionado aos gastos do setor civil.
Variação no consumo e na construção civil
No setor voltado ao consumidor final, o indicador específico apresentou avanço de 0,39% no período analisado. Alimentos comercializados in natura, a exemplo de tomate, batata-inglesa e cebola, figuraram entre os principais responsáveis por pressionar o custo de vida para as famílias.
Em sentido oposto, recuos registrados nos preços do café em grão e na tarifa de energia elétrica residencial funcionaram como fatores moderadores, ajudando a conter uma alta mais acentuada. Já o setor de custos da construção civil registrou variação positiva de 0,28% no intervalo, mantendo uma trajetória de estabilidade moderada em relação aos demais subsetores econômicos.
Fonte: revistaoeste.com