A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), a Operação Persona Sintética com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes digitais. A ação, concentrada no município de Várzea Grande, visa o cumprimento de 15 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.
Entre as medidas judiciais autorizadas estão cinco mandados de prisão preventiva, cinco de busca e apreensão e cinco de afastamento de sigilo telemático. O trabalho investigativo é conduzido pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que monitora a atuação da quadrilha desde 2023.
Origem das investigações e o modus operandi
O inquérito policial teve início após uma tentativa de estelionato eletrônico registrada no ano passado. Na ocasião, os suspeitos utilizaram técnicas de engenharia social via WhatsApp, apropriando-se indevidamente de fotografias de familiares de vítimas para solicitar transferências bancárias via Pix.
Embora a tentativa inicial não tenha resultado em prejuízo financeiro, o caso serviu como ponto de partida para a identificação da estrutura criminosa. A polícia constatou que o grupo operava uma central estruturada para a prática de delitos cibernéticos, utilizando identidades falsas para conferir veracidade às suas ações.
Avanço da Operação Persona Sintética
A primeira fase da investigação obteve um desdobramento significativo em setembro de 2025, quando um dos envolvidos foi alvo de busca e apreensão. Naquela diligência, foram encontrados diversos aparelhos telefônicos e documentos de identidade falsificados em nome de cidadãos mato-grossenses.
O material apreendido foi fundamental para que a Polícia Civil mapeasse os demais integrantes do grupo. Com a elucidação da dinâmica criminosa, a corporação conseguiu individualizar a participação de cada suspeito, permitindo a deflagração da atual fase operacional.
Enquadramento legal dos investigados
Os suspeitos detidos durante a operação responderão por uma série de crimes, incluindo associação criminosa, falsificação de documento público e estelionato qualificado mediante fraude digital. Além dessas tipificações, parte dos investigados também deverá responder por tráfico de drogas.
A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para a fase de conclusão. Nos próximos dias, serão realizados os interrogatórios dos presos e a análise minuciosa dos dispositivos eletrônicos e documentos apreendidos, visando robustecer o conjunto probatório contra a organização criminosa.
Fonte: leiagora.com.br

Deixe um comentário