A necessidade de insumos agrícolas no estado de Mato Grosso poderá registrar um avanço expressivo na próxima década. Novas projeções indicam um crescimento acentuado no consumo de nutrientes para o campo, impulsionando discussões estratégicas sobre o futuro da produção agrícola regional.
O diagnóstico foi detalhado durante encontro oficial realizado na quarta-feira (14.10) com integrantes do Governo de Mato Grosso. A pesquisa aponta caminhos fundamentais para suprir as demandas futuras e fortalecer a competitividade do agronegócio local.
Projeções apontam expansão no consumo estadual
Estudos desenvolvidos pela Universidade Federal de Mato Grosso indicam que a procura por insumos no campo poderá avançar entre 29% e 39% até o ano de 2034. Os dados revelam os desafios logísticos e de suprimento que o setor produtivo enfrentará para manter os altos índices de produtividade nas lavouras.
Para enfrentar esse cenário, o levantamento propõe a criação de uma estrutura voltada à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico. A iniciativa busca otimizar o aproveitamento dos nutrientes nas plantações e diversificar as fontes de abastecimento para os produtores rurais.
Estruturação do polo tecnológico e parcerias
A iniciativa conta com a colaboração da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e da Fundação Uniselva. O plano estratégico prevê a instalação do escritório principal no Parque Tecnológico, localizado na cidade de Várzea Grande.
A articulação institucional visa unir o poder público, o meio acadêmico e o setor privado em prol da inovação. Segundo a secretária adjunta Linacis Vogel Lisboa, a meta é consolidar uma rede permanente de testes tecnológicos e atração de novos investimentos industriais.
Agenda internacional e fórum de debates
As discussões também abrangeram a preparação para o Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar. O encontro está agendado para o dia 18 de novembro, na capital Cuiabá, reunindo especialistas e autoridades do setor.
Durante o evento, está programada a assinatura de acordos multilaterais de cooperação técnica e científica. A mobilização pretende firmar compromissos duradouros entre entidades governamentais e corporações para impulsionar o desenvolvimento sustentável da agricultura.
Fonte: leiagora.com.br

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