Formação de Moçambique na Rede Federal impulsiona educação profissional

Início » Formação de Moçambique na Rede Federal impulsiona educação profissional
Formação de Moçambique na Rede Federal impulsiona educação profissional

A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica do Brasil deu início à etapa presencial do Programa de Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica de Moçambique (Bramotec), recebendo 73 formadores moçambicanos. A iniciativa, que visa aprimorar a educação técnica agrícola em Moçambique, estenderá a capacitação até 29 de outubro de 2026, distribuída por nove institutos federais em diversas regiões do país.

Este programa representa a quarta edição de uma parceria estratégica entre Brasil e Moçambique, focada no intercâmbio de conhecimentos e no desenvolvimento de competências essenciais para o avanço do ensino técnico. A etapa presencial, que começou nesta terça-feira, 29 de setembro, sucede uma fase virtual realizada entre 14 e 18 de setembro, garantindo uma abordagem híbrida e abrangente para os participantes.

Especialização em ciências agrárias impulsiona desenvolvimento sustentável

Os docentes e gestores da educação profissional moçambicana que compõem a turma estão cursando uma especialização lato sensu em ciências agrárias. O currículo foi cuidadosamente elaborado para abordar conteúdos diretamente relacionados ao desenvolvimento sustentável e à inovação tecnológica no ensino técnico agrícola, preparando os formadores para enfrentar os desafios e oportunidades do setor em seu país.

Durante a formação, uma série de temas cruciais será explorada, abrangendo desde técnicas de processamento de alimentos até a gestão de recursos naturais. Entre os tópicos programados estão o processamento de cereais, frutas e leguminosas, a análise química e física de solos, métodos de fertilização e produção de compostos orgânicos, além de sistemas eficientes de irrigação, controle de pragas e doenças, e a modernização da mecanização agrícola.

Estrutura e abrangência da formação de Moçambique

A logística do programa distribui os 73 participantes por diferentes campi da Rede Federal, otimizando a experiência de aprendizado e permitindo o acesso a diversas realidades e infraestruturas educacionais. A articulação para o acolhimento e a recepção dos formadores nos campi é realizada pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), em colaboração direta com os institutos federais anfitriões.

Nesta edição, nove institutos federais estão envolvidos na formação, demonstrando a capilaridade e o compromisso da Rede Federal com a cooperação internacional. São eles:

  • Instituto Federal Baiano (IF Baiano)
  • Instituto Federal Fluminense (IFF)
  • Instituto Federal Goiano (IF Goiano)
  • Instituto Federal do Amapá (Ifap)
  • Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS)
  • Instituto Federal do Pará (Ifpa)
  • Instituto Federal do Sertão Paraibano (IFSertãoPB)
  • Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG)
  • Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS)

Cooperação Brasil-Moçambique: um histórico de fortalecimento educacional

O Programa Bramotec é um pilar da cooperação técnica entre Brasil e Moçambique na área da educação profissional, com um histórico que remonta a 2017. Desde seu início, a iniciativa tem sido fundamental para a formação de docentes e gestores, com edições anteriores que abordaram áreas diversas como mecanização agrícola, design de interiores e construção civil, refletindo a amplitude das necessidades educacionais moçambicanas.

A organização desta quarta edição é resultado de uma colaboração multifacetada que envolve o Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e da Assessoria Internacional (AI), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), e o Ministério da Educação e Cultura de Moçambique. Essa sinergia institucional garante a robustez e a continuidade do programa.

Para facilitar a participação dos formadores na etapa presencial, foram providenciados vistos de cortesia e a emissão de Cadastro de Pessoa Física (CPF). Essa documentação é essencial para o registro dos participantes nos sistemas acadêmicos dos institutos federais, assegurando a formalização de sua estadia e estudos no Brasil. A cooperação, portanto, transcende a sala de aula, abrangendo aspectos administrativos cruciais para o sucesso da missão educacional. Saiba mais sobre a iniciativa no Ministério da Educação.

Fonte: leiagora.com.br

Deixe um comentário

Your email address will not be published.