Ao assumir a presidência da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) em outubro de 2020, o coronel João Batista de Mello Araújo deparou-se com um cenário crítico. A instituição enfrentava um déficit acumulado de R$ 90 milhões e operava sob a sombra de graves denúncias de corrupção, que incluíam desde irregularidades contratuais até a presença de atividades criminosas dentro do entreposto.
Gestão técnica e saneamento financeiro na Ceagesp
Nomeado pelo então presidente Jair Bolsonaro, o coronel recebeu autonomia para reestruturar a companhia. A estratégia adotada priorizou a valorização de funcionários de carreira e o afastamento de indicações políticas, medida que, segundo o gestor, foi fundamental para retomar o controle administrativo. Com uma equipe técnica, a administração focou na eficiência operacional e na moralização dos contratos vigentes.
O combate a práticas ilícitas foi um dos pilares da gestão. Mello Araújo relata que a companhia era palco de atividades como jogo do bicho, tráfico de drogas e exploração de trabalho, além de enfrentar casos de superfaturamento. Entre as ações de impacto, destacou-se o fim da cobrança de taxas impostas a carregadores, que o coronel classificou como uma forma de exploração laboral.
Resultados operacionais e superávit
A política de austeridade e rigor administrativo resultou em uma mudança drástica no balanço da estatal. Ao encerrar seu ciclo na presidência, Mello Araújo entregou a Ceagesp com as contas saneadas e um lucro de R$ 40 milhões. O coronel atribui o êxito à premissa básica de sua administração: a honestidade no trato com o recurso público.
Reflexões sobre a influência política na sociedade
Durante sua participação no programa Conversa com Augusto Nunes, o coronel abordou o papel do exemplo na administração pública. Ao comparar as gestões, Mello Araújo enfatizou que a conduta dos líderes reflete diretamente no comportamento da sociedade. Para ele, a ausência de integridade no topo da hierarquia estatal atua como um catalisador para o avanço da criminalidade.
O coronel reafirmou sua lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem descreve como uma figura central na moralização da gestão pública. Ao analisar o cenário político atual, Mello Araújo reforçou que a ética deve ser a diretriz principal para qualquer gestor que busque transformar a realidade de um município ou de um Estado.
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Fonte: revistaoeste.com

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