Gravação de segurança contesta versão de abordagem da PM a motorista de Haddad

Início » Gravação de segurança contesta versão de abordagem da PM a motorista de Haddad
Gravação de segurança contesta versão de abordagem da PM a motorista de Haddad

Uma gravação de segurança, obtida pela Polícia Militar e analisada pela Oeste, oferece uma perspectiva que contradiz o relato de uma suposta abordagem ao motorista do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad. O incidente teria ocorrido na noite da última terça-feira, 11, nas proximidades de um hotel na Vila Mariana, em São Paulo, gerando discussões sobre a atuação policial e a veracidade dos fatos.

O vídeo em questão mostra o veículo em questão parado no local indicado à Polícia Militar, enquanto uma viatura passa pela rua sem interrupção. As imagens não registram desembarque de policiais nem qualquer tipo de contato ou interação com o motorista, levantando questionamentos sobre a versão inicialmente apresentada.

Detalhes da gravação de segurança e a ausência de contato

A análise das imagens de segurança detalha a sequência dos acontecimentos na noite do suposto incidente. O veículo, um Ford Fusion, chegou em frente ao hotel às 21h58. Poucos minutos após a chegada, o motorista saiu do carro, abriu o porta-malas, retirou um objeto e retornou ao interior do veículo, permanecendo ali.

Às 22h24, uma viatura da Polícia Militar é vista passando pelo local de forma rotineira, sem qualquer alteração em seu percurso ou comportamento. O motorista do Ford Fusion permaneceu dentro do carro durante toda a passagem da viatura. Dois minutos mais tarde, às 22h26, o veículo deixou a região, encerrando o período de observação relevante para o caso.

Investigação da Polícia Militar não encontra evidências de abordagem

O registro visual faz parte de uma apuração preliminar conduzida pela Polícia Militar, que está analisando diversas imagens e outros elementos para esclarecer completamente o episódio. A equipe de investigação já examinou aproximadamente 70 câmeras privadas, pertencentes a imóveis e estabelecimentos comerciais localizados ao longo do trajeto informado do veículo.

Até o momento, os investigadores não conseguiram identificar qualquer registro que comprove uma abordagem policial ou qualquer tipo de interação entre os agentes da Polícia Militar e o motorista, o próprio Fernando Haddad ou outros integrantes da equipe do candidato. A ausência de evidências visuais corrobora a tese de que não houve uma ação “intimidadora” como alegado.

Histórico do motorista em boletins de ocorrência

Em um desdobramento adicional da apuração, a Oeste verificou que Alessandro Caseri, o motorista mencionado por Fernando Haddad como suposto alvo de uma ação “ostensiva” e “intimidadora” da Polícia Militar, possui registros em boletins de ocorrência datados de 2015. Essas informações adicionam um novo elemento ao contexto da controvérsia.

Um dos registros foi feito na 8ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Mateus, em São Paulo. Este boletim de ocorrência envolve acusações de violência doméstica, lesão corporal, ameaça e injúria. Segundo o relato da época, a então mulher de Caseri afirmou que ele teria retornado à residência acompanhado de seus pais e irmão durante uma discussão familiar relacionada à filha do casal.

O documento policial detalha que a mulher relatou ter sofrido agressões físicas e ameaças. Além disso, o registro inclui acusações contra os familiares do motorista, conforme as informações apresentadas pela mulher à Polícia Civil na ocasião. Esses dados fazem parte do histórico público e foram considerados relevantes para a contextualização do caso atual.

Fonte: revistaoeste.com

Deixe um comentário

Your email address will not be published.