Mendes acusa “fábrica de fake news” e “armação política” em investigação da PGR sobre consignados

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consignados com Banco Master

O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes, utilizou suas redes sociais hoje para rebater veementemente a notícia de que é alvo de uma apuração sigilosa conduzida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A investigação foca em um suposto favorecimento ao Banco Master no credenciamento para o fornecimento do cartãobenefício consignado (Credcesta) a servidores públicos.

Mendes classificou a denúncia como eleitoreira, afirmando que um “comitê da maldade” foi ativado logo após o anúncio de sua pré-candidatura ao Congresso Nacional. Em sua defesa, o ex-governador detalhou os bastidores da criação do benefício, buscando provar a legalidade dos atos e desqualificar as acusações de irregularidades.

Investigação sobre consignados e a defesa de Mendes

A apuração da PGR, que tramita em segredo de Justiça no Superior Tribunal de Justiça (STJ), busca esclarecer o processo de credenciamento do Banco Master. A controvérsia central reside na alegação de que a instituição teria sido indevidamente favorecida na oferta do Credcesta aos funcionários estaduais.

Em resposta, Mauro Mendes argumentou que “a fábrica de fake news não para em Mato Grosso”. Ele destacou que, em 2023, o estado ampliou em 10% a margem consignável a pedido da Assembleia Legislativa, por iniciativa de um deputado do Partido dos Trabalhadores. Segundo Mendes, todo o processo foi conduzido dentro da mais absoluta legalidade.

O credenciamento do Banco Master e a ausência de exclusividade

O ex-governador enfatizou que o Banco Master não obteve exclusividade no credenciamento. Ele informou que vinte e quatro bancos e instituições se credenciaram para oferecer o serviço. O Master, inclusive, não foi o primeiro a se cadastrar, pois já havia quatro outras instituições autorizadas quando ele ingressou no sistema.

Mendes também apontou que o cartãobenefício consignado já existe em vinte e dois estados brasileiros, questionando a lógica por trás da acusação de favorecimento em Mato Grosso. A investigação ganhou repercussão nacional após desdobramentos de uma operação que também mira outros governadores e líderes políticos por contratos semelhantes em diferentes localidades.

A controvérsia do decreto e a rápida aprovação

No caso específico de Mato Grosso, a apuração se concentra no decreto assinado por Mendes em maio de 2023. Este ato administrativo ampliou em 10% a margem consignável para cartões de benefícios, um ponto crucial para a controvérsia. O Banco Master solicitou seu cadastro apenas três dias após a publicação do decreto.

A gestão estadual concedeu o aval ao banco em menos de uma semana, garantindo uma portaria válida até 2028. Essa celeridade no processo de aprovação é um dos focos da investigação, levantando questões sobre a transparência e a equidade do credenciamento em relação às demais instituições financeiras.

Acusações de interferência política e o histórico de Mendes

Elevando o tom contra seus adversários na corrida ao Senado, Mauro Mendes sugeriu que a linha de investigação foi inflada por interferência política de um concorrente direto ao cargo. Ele mencionou ouvir nos bastidores da política que um ex-governador, também candidato ao Senado, estaria utilizando sua influência no Ministério Público Federal (MPF) e amizades para “fabricar algum tipo de operação” com o intuito de prejudicá-lo.

Mendes fez uma clara alusão a um ex-governador que é ex-procurador da República. Ele relembrou um episódio de 2014, quando foi alvo de mandados de busca e apreensão em sua residência enquanto era prefeito, um processo que foi totalmente arquivado pela Polícia Federal e pelo Judiciário dois anos depois. O ex-governador afirmou que “todos os membros desse comitê da maldade serão processados”, reafirmando sua intenção de manter a campanha.

Questionamentos judiciais e a tese dos sindicatos

A operação do cartãobenefício consignado é alvo de questionamentos na Justiça por sete sindicatos de servidores públicos de Mato Grosso. Essas entidades são representadas por um escritório de advocacia que tem como um dos sócios o ex-governador mencionado por Mendes. Os sindicatos alegam que mais de quinze mil pessoas, o equivalente a 10% do funcionalismo estadual, relataram problemas com o Credcesta.

Os problemas incluem endividamento e comprometimento de parcelas do salário dos servidores. O escritório de advocacia sustenta que Mato Grosso autorizou diversas outras empresas e fintechs, sem autorização do Banco Central, a operar o consignado no estado, e que essas carteiras de crédito foram posteriormente absorvidas pelo Banco Master. Essa tese já foi abordada em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em março deste ano.

Fonte: reportermt.com

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