Variação de preços em restaurantes de São Paulo: self-service por quilo alcança R$ 86,86

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quilo, o preço médio ficou em R$ 86,86 em fevereiro de 2026. Os valores oscilam

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Procon-SP revela um cenário de forte variação nos preços de refeições em restaurantes da capital paulista. O levantamento, que analisou diferentes modalidades de serviço, destaca o custo da alimentação fora de casa e suas implicações para o consumidor. Os dados, coletados em fevereiro de 2026, oferecem um panorama detalhado das oscilações regionais e da evolução dos valores ao longo do tempo.

Preço do self-service por quilo em destaque

No sistema de self-service cobrado por quilo, o preço médio registrado em fevereiro de 2026 foi de R$ 86,86. Esta modalidade apresentou uma notável disparidade entre as regiões da cidade. Enquanto a zona norte de São Paulo registrou um valor médio de R$ 79,49, a zona oeste alcançou R$ 94,36, evidenciando uma diferença de 18,7% entre os extremos. Essa variação sublinha a importância de o consumidor pesquisar antes de escolher onde almoçar.

Outras modalidades de refeição sob análise

A pesquisa do Procon-SP não se limitou ao self-service por quilo, abrangendo também outras opções populares. A modalidade de preço fixo teve um valor médio de R$ 58,91, mas com uma variação ainda mais acentuada: de R$ 36,74 na zona norte a R$ 71,39 na zona sul, uma diferença de 94,3%. O tradicional prato feito do dia, com preço médio de R$ 38,65, oscilou 38,13% entre R$ 32,47 (zona norte) e R$ 44,85 (zona oeste). Já o prato executivo de frango, com média de R$ 42,98, apresentou uma variação de 46,14%, indo de R$ 35,11 a R$ 51,31.

Análise histórica e impacto inflacionário

Para oferecer uma perspectiva mais ampla sobre o preço self-service, o Procon-SP realizou uma série histórica comparando os preços do self-service por quilo em 51 estabelecimentos monitorados desde 2020. Neste grupo específico, o preço médio atingiu R$ 91,21 em fevereiro de 2026, representando um aumento de 2,37% em relação a outubro de 2025. Mais significativamente, desde janeiro de 2020, o aumento acumulado foi de 65,93%, superando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do mesmo período, que foi de 40,23%. O prato feito também seguiu essa tendência, com um aumento de 1,54% entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026, e um acumulado de 5,77% nos últimos 12 meses, acima da inflação de 4,89% para o período.

Recomendações ao consumidor paulistano

O levantamento do Procon-SP, que incluiu 350 estabelecimentos em todas as cinco regiões do município, também indicou que a maioria dos locais oferece múltiplas opções de refeição. Diante desse cenário de preços e variações, a instituição recomenda que os consumidores estejam atentos. É fundamental comparar os valores e avaliar o custo-benefício de cada opção para fazer escolhas mais econômicas e adequadas às suas necessidades. O relatório completo pode ser acessado no site do Procon-SP para mais detalhes sobre a metodologia e os dados: Relatório Procon-SP.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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