A fisioterapeuta Aline Petri, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, utilizou suas redes sociais neste domingo (30) para compartilhar um emocionante desabafo. O crime, ocorrido na última sexta-feira (27) em Sorriso (MT), teve como agressor seu ex-marido, o corretor de imóveis Bruno Pianesso, que não aceitava o fim do relacionamento.
Em um relato marcado pela gratidão e pela dor, Aline expressou alívio por ter escapado de ferimentos mais graves e agradeceu o apoio recebido, enquanto a comunidade local acompanha o desenrolar do caso que expõe a gravidade da violência contra a mulher.
O ataque brutal e a recuperação da vítima
Aline Petri foi surpreendida pelo ex-marido ao retornar à residência do casal para buscar pertences. Bruno Pianesso, em um veículo Fiat Toro de cor preta, efetuou disparos contra ela. Um dos tiros atingiu o seio direito da fisioterapeuta, mas, por uma “graça divina”, como ela mesma descreveu, a bala atravessou sem atingir órgãos vitais.
“Não é fácil passar por isso. A gente nunca pensa que vai acontecer com a gente. Até acontecer, parece que é tudo tão distante, né? E demora bastante para a ficha cair. Inclusive, acho que a minha ficha nem caiu ainda”, relatou Aline em seu vídeo, ainda processando o trauma. Ela enfatizou que o ocorrido foi um verdadeiro “livramento de Deus”, uma vez que o disparo entrou e saiu sem atingir órgãos vitais.
O motivo da violência e o drama familiar
A tentativa de feminicídio foi motivada pela recusa de Bruno Pianesso em aceitar o término do relacionamento. Ele já havia ameaçado Aline, afirmando que ela “não ficaria com mais ninguém”. A cena de horror foi presenciada pelos filhos de Aline: um de 8 anos, de um relacionamento anterior, e o filho do casal, de 4 anos.
Após os disparos, Bruno fugiu levando o filho mais novo à força. A criança foi localizada horas depois na casa da avó paterna, em segurança. Aline expressou a dificuldade da situação não apenas para si, mas também para seus filhos, especialmente o mais velho, que estava no carro e tem plena consciência do ocorrido, contando a história do que presenciou.
A prisão do agressor e seu histórico problemático
Bruno Pianesso se entregou à polícia na manhã de domingo (29) e permanece preso. Durante as investigações, foi revelado que o corretor possuía registro de colecionador, atirador e caçador (CAC) e já tinha um histórico de envolvimento em conflitos anteriores, com registros policiais.
A diligência na residência de Bruno resultou na apreensão de uma grande quantidade de munições de diversos calibres e um cofre. As autoridades também encontraram armas de fogo sob a responsabilidade de um terceiro, incluindo uma pistola calibre 9 mm, um rifle calibre .22 e uma espingarda calibre 12, todo o material foi devidamente apreendido.
Repercussão e a postura do clube de tiro
O caso gerou grande repercussão, levando o Clube de Tiro .45 Sorriso, do qual Bruno Pianesso era associado, a se manifestar. Em nota oficial, a diretoria do clube repudiou veementemente a atitude violenta e decidiu pela expulsão imediata do agressor de seu quadro de associados.
A nota do clube reforçou que “não compactua com atitudes violentas” e que a decisão foi baseada no “descumprimento das normas internas, princípios éticos e legais que regem a prática do tiro esportivo”, demonstrando a gravidade do comportamento do ex-associado. Para mais informações sobre a violência contra a mulher no Brasil, consulte fontes confiáveis.
Fonte: midianews.com.br

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