Senador apresentou três requerimentos a CPI do Crime Organizado | Foto: Reprodução/Agência Senado
O senador Magno Malta apresentou uma série de requerimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado solicitando acesso a imagens da cela onde esteve Luiz Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, que morreu recentemente.
Mourão era apontado como braço direito de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e ganhou notoriedade após operação da Polícia Federal.
No pedido, Malta requer os registros das câmeras de segurança da carceragem da Superintendência Regional da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG), local onde Mourão teria tentado tirar a própria vida. O senador também solicita cópia integral das investigações conduzidas pela PF, incluindo relatórios, despachos e escalas de plantão dos agentes envolvidos.
Segundo o parlamentar, o caso possui “extraordinária gravidade institucional”, já que a morte ocorreu enquanto o custodiado estava sob responsabilidade do Estado. Ele ainda destacou divergências em informações divulgadas à imprensa sobre o estado de saúde de Mourão nas horas seguintes ao ocorrido, o que, segundo ele, levanta questionamentos sobre a transparência do caso.
Convocações ampliam alcance da CPI
Além do pedido de acesso aos documentos e imagens, Malta também apresentou requerimentos para convocação de autoridades. Um deles mira o desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.
O magistrado foi preso em dezembro de 2025, suspeito de envolvimento no vazamento de informações da Operação Zargun, que resultou na prisão do então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias.
De acordo com o senador, a oitiva de Júdice Neto pode esclarecer possíveis relações com investigados ligados ao tráfico, além de eventuais conexões com operadores financeiros de facções criminosas e episódios de vazamento de informações sigilosas.
Outro requerimento apresentado solicita a convocação do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande. A intenção é obter esclarecimentos sobre mensagens trocadas entre ele e o desembargador.
Segundo Malta, o conteúdo indicaria que Casagrande teria solicitado celeridade e atenção na tramitação de um processo judicial que beneficiaria o então prefeito de Montanha, André Sampaio, filiado ao PSB, partido do governador. Dias depois, conforme os documentos mencionados, o desembargador teria informado que a questão estava resolvida.
Via: Revista Oeste

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