Foto: MidiaNews
Reyvan da Silva Carvalho, preso por estuprar e matar Solange Sobrinho, foi ouvido novamente pela DHPP e negou o homicídio
Em nova oitiva na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, nesta segunda-feira (8), Reyvan da Silva Carvalho, preso no último dia 29, voltou a falar sobre o caso do estupro e feminicídio de Solange Aparecida Sobrinho, ocorrido em julho. Ele alegou que manteve sexo consensual com a vítima e negou ter cometido o assassinato.
Segundo o delegado Bruno Abreu, Reyvan disse que o ato teria acontecido pela manhã, em um banheiro próximo à piscina da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso). A versão, no entanto, não condiz com os horários apurados pela investigação.
“Disse que foi pelo horário da manhã, o que não condiz com a hora da morte. Nem de manhã lá ela estava. Mentiu sobre a roupa [que usava no dia], mas quando mostrou a foto dele, ele confirma [que era ele nas imagens]”, destacou o delegado.
Roteiro do crime
Câmeras de segurança mostram que Solange saiu de casa, em Várzea Grande, apenas à tarde do dia 23 de julho. Às 16h, ela foi vista passando ao lado da cafeteria da Faculdade de Engenharia da UFMT e seguindo em direção à antiga associação Master, construção abandonada onde seu corpo foi encontrado na manhã seguinte.
As mesmas câmeras também registraram Reyvan circulando pelo campus naquele dia. A primeira imagem é das 9h42, e outra, às 14h30, mostra o suspeito passando pelo mesmo trajeto que a vítima faria horas depois. Ele aparece de camiseta preta e vermelha, calça jeans, chinelo branco e mochila vermelha e preta.
Laudo e DNA
De acordo com o laudo pericial, Solange foi estuprada e morta por asfixia, em decorrência de esganadura. O exame apontou presença de sêmen nas cavidades vaginal e anal, cujo perfil genético foi identificado como sendo de Reyvan.
O DNA também foi compatível com outras três vítimas de estupro. Entre elas, uma mulher grávida de seis meses e outra que acabou morta após o abuso sexual.
Histórico e investigação
Reyvan, de 30 anos, possui histórico criminal desde 2020, com registros de estupro e feminicídio em Cuiabá. Todas as vítimas eram mulheres em situação de vulnerabilidade.
A família de Solange informou que, embora não fosse aluna nem servidora, ela costumava frequentar tanto a UFMT quanto a Univag (em Várzea Grande).
Na ocasião da prisão, realizada dentro do campus da UFMT, o delegado Bruno Abreu afirmou que Reyvan transformava o espaço em um “reduto do crime” e reforçou: “Prova de DNA é irrefutável e não se discute”.
VIA MIDIANEWS

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