Governo federal antecipa repasses do Bolsa Família com reajuste

A seis dias do segundo turno das eleições, o governo federal antecipou o calendário de pagamentos do Bolsa Família, conforme portaria publicada nesta segunda-feira. Os beneficiários receberão valores reajustados, com o mínimo por família passando de R$ 600 para R$ 691, e o pagamento médio subindo para R$ 777. O governo justificou a medida como uma resposta aos impactos do fenômeno climático nas famílias vulneráveis.
Pelo cronograma original, os repasses ocorreriam gradualmente até o final do mês, estendendo-se para depois da votação. No entanto, a nova portaria reorganizou os depósitos, concentrando a liberação dos recursos na reta final da campanha eleitoral e gerando ampla repercussão política sobre o ritmo dos repasses oficiais.
Reajuste e justificativa oficial
Em setembro, a gestão elevou o valor mínimo por família de R$ 600 para R$ 691, elevando o pagamento médio mensal para R$ 777. O anúncio do reajuste de 15% ocorreu às vésperas do pleito, servindo para recompor a perda do poder de compra acumulada desde o início do período.
O programa social engloba quatro modalidades principais de repasses, garantindo que a soma dos auxílios individuais atinja o piso estipulado. O sistema também prevê complementos específicos voltados para núcleos familiares que incluem gestantes ou crianças pequenas.
Organização dos depósitos pelo NIS
A instituição financeira responsável operacionalizou a distribuição dos recursos de acordo com o Número de Identificação Social. Os cadastrados com final 1 começaram a receber no início da semana, seguidos pelos beneficiários com final 2 no dia seguinte.
A unificação do cronograma de depósitos ocorre na quarta-feira. Nessa data, os valores serão liberados simultaneamente para todos os inscritos com finais variados, encerrando o ciclo de pagamentos antecipados antes do pleito previsto para o próximo domingo.
Fonte: revistaoeste.com