Em um movimento estratégico a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a criação do programa Pé-de-Meia Universitário. A proposta, voltada para estudantes de baixa renda, prevê o pagamento de uma bolsa mensal de R$ 700 e um depósito adicional de R$ 2.500 a cada ano letivo concluído com aprovação, caso o petista seja reeleito para um novo mandato a partir de 2027.
Estrutura e funcionamento do Pé-de-Meia Universitário
O modelo apresentado pela campanha detalha que o auxílio mensal de R$ 700 seria pago durante dez meses do ano. Já o bônus anual de R$ 2.500 ficaria retido em uma conta poupança, sendo liberado apenas após a conclusão da graduação. Em um curso de quatro anos, o estudante acumularia R$ 10 mil, valor que não considera eventuais correções monetárias.
Segundo a equipe de campanha, a iniciativa visa combater a evasão escolar e oferecer um suporte financeiro para o início da vida profissional dos graduandos. O programa seguiria critérios de renda, sendo destinado a alunos de universidades públicas e bolsistas do ProUni com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa.
Viabilidade financeira e estimativas de custo
O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação e porta-voz da candidatura, informou que o custo inicial estimado para a implementação do projeto é de R$ 4,6 bilhões anuais. O financiamento seria composto por R$ 1,23 bilhão provenientes do Fundo Social do pré-sal e R$ 293 milhões realocados das atuais bolsas de permanência, com um aporte adicional de R$ 3,1 bilhões.
A primeira etapa do projeto, conforme divulgado pela Folha de S.Paulo, atenderia aproximadamente 485 mil estudantes. A proposta amplia o conceito do programa Pé-de-Meia original, criado em 2024, que atualmente foca em incentivos financeiros para alunos do ensino médio público.
Contexto político e implementação gradual
A proposta surge como um compromisso de campanha para um eventual novo governo, dependendo da criação formal da modalidade universitária. O anúncio foi realizado por meio de um vídeo nas redes sociais, onde o presidente destacou a importância de criar mecanismos que garantam a permanência dos jovens no ensino superior.
Apesar da abrangência anunciada, a execução do programa será feita de forma gradual, respeitando as limitações orçamentárias e as regras de inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O sucesso da medida, caso eleito, dependerá da tramitação legislativa necessária para instituir o benefício.
Fonte: reportermt.com

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