A família do professor Breno Humberto, vítima de um assassinato, manifestou profunda indignação diante da criação e das publicações de um perfil nas redes sociais que busca expor supostas conversas e atacar a memória do docente. Em uma declaração pública, Bruno Humberto, irmão gêmeo da vítima, criticou veementemente as ações do perfil, denominado “Caso Elias”, afirmando que tais ataques não justificam a violência que resultou na morte de seu irmão.
A controvérsia surge em meio à investigação do crime, que levou à prisão de Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, apontado como suspeito. O perfil em questão tem divulgado conteúdos que contestam a detenção de Elias, ao mesmo tempo em que expõe informações que supostamente envolvem Breno e outras pessoas, gerando um debate sobre a ética e o respeito à memória de um falecido.
A defesa da memória e a indignação familiar
Em sua manifestação, Bruno Humberto enfatizou que a dignidade de uma pessoa não está atrelada à perfeição. “Breno nunca foi santo, até porque não é preciso ter santidade para ser vítima de uma injustiça”, escreveu o irmão, destacando que a humanidade e o direito à vida são inalienáveis, independentemente de falhas ou virtudes individuais.
Ele descreveu Breno como um indivíduo trabalhador, dedicado aos estudos e que conquistava as pessoas por seu afeto, prestatividade e bom relacionamento com amigos e familiares. A declaração de Bruno ressalta a dor da perda e a injustiça da violência, reforçando que “Meu irmão não precisava ser perfeito para merecer continuar vivo”.
O perfil “Caso Elias” e a controvérsia online
O perfil “Caso Elias”, que motivou a reação da família, permanece ativo nas redes sociais, identificando-se como uma iniciativa de familiares e amigos do suspeito. A página utiliza a descrição “Ouçam o Elias” e afirma publicar “fatos com fonte”, além de ressaltar que “investigação não é condenação”.
As publicações do perfil têm como foco principal a contestação da prisão de Elias Samuel Delgado da Silva, ao mesmo tempo em que expõem conversas que, segundo o perfil, envolveriam o professor Breno e terceiros. Essa estratégia tem sido alvo de críticas por parte da família da vítima, que questiona a moralidade de difamar alguém que não pode mais se defender.
A busca por justiça e o repúdio à difamação
Bruno Humberto classificou a criação do perfil e a divulgação de acusações anônimas como um ato de covardia. “É de uma covardia criar um perfil para difamá-lo, divulgar acusações e debochar de alguém que já morreu e não pode se defender”, afirmou, questionando a falta de identificação dos responsáveis pelas publicações e a recusa em assumir publicamente o que dizem.
O irmão da vítima argumentou que qualquer discussão sobre o comportamento de Breno no passado é irrelevante para justificar o crime. “Ele está morto e nada do que falarem sobre ele vai justificar o que fizeram. 13 facadas não se justificam por defeitos, desentendimentos ou inimizades”, pontuou Bruno, reforçando que a brutalidade do assassinato é inaceitável e não pode ser minimizada por supostas falhas da vítima. A família exige respeito à memória de Breno e clama por justiça, reiterando que “Nada justifica o injustificável”.
Para mais informações sobre o caso, clique aqui.
Fonte: leiagora.com.br

Deixe um comentário