Precisão eleitoral em Mato Grosso: Veritá supera institutos na reta final

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Precisão eleitoral em Mato Grosso: Veritá supera institutos na reta final

A reta final da campanha eleitoral em Mato Grosso revelou disparidades significativas entre as intenções de voto captadas pelos institutos de pesquisa e o resultado oficial das urnas. Enquanto o governador Otaviano Pivetta consolidou sua vitória no primeiro turno com 60,77% dos votos válidos, a disputa pelo Senado apresentou um cenário de surpresas, com o desempenho de José Medeiros superando as projeções de entidades como Percent, Quaest e Paraná Pesquisas.

A análise técnica dos dados, que compara o desempenho dos institutos Veritá, Quaest, AtlasIntel, Paraná Pesquisas e Percent Brasil, aponta que o Veritá obteve maior precisão ao acertar a ordem dos candidatos e apresentar as menores margens de erro em relação ao pleito oficial. O levantamento, que considerou a média das diferenças entre os percentuais projetados e os votos apurados, destaca a complexidade de captar a dinâmica do eleitorado mato-grossense nos dias que antecederam a votação.

Desempenho na disputa pelo governo estadual

Na corrida pelo governo, os quatro institutos analisados indicaram corretamente a liderança de Otaviano Pivetta, embora nenhum tenha alcançado o patamar exato dos 60,77% de votos válidos conquistados pelo candidato. A AtlasIntel, embora tenha chegado mais próxima da votação individual de Pivetta, com uma diferença de 6,47 pontos, falhou ao inverter a ordem dos demais concorrentes, colocando a Doutora Natasha à frente de Wellington Fagundes.

O Veritá, por sua vez, manteve a consistência ao preservar a ordem correta dos candidatos, consolidando-se como o levantamento mais preciso no conjunto da disputa. Os dados reforçam que, apesar da metodologia de 95% de nível de confiança utilizada por todos os institutos, a volatilidade do eleitorado na reta final impôs desafios metodológicos que impactaram a precisão das estimativas.

Divergências na corrida ao Senado

A disputa por uma cadeira no Senado evidenciou as maiores discrepâncias entre as projeções e a realidade das urnas. Enquanto institutos como Percent, Quaest e Paraná Pesquisas apontavam Janaina Riva à frente de José Medeiros, o resultado oficial confirmou a vitória de Medeiros com 27,35% dos votos, contra 14,53% da candidata do MDB. A diferença de votação entre os dois foi de 458.343 votos, um abismo não previsto pelos modelos estatísticos.

A Percent Brasil registrou a maior divergência média, subestimando a votação de Medeiros em 13,12 pontos percentuais. Em contrapartida, o Veritá destacou-se novamente ao antecipar a ordem correta dos três primeiros colocados: Mauro Mendes, José Medeiros e Janaina Riva. A AtlasIntel, embora tenha identificado os dois eleitos, inverteu a posição entre eles, demonstrando a sensibilidade das pesquisas aos movimentos de última hora.

Metodologia e contexto das pesquisas

Para a realização deste comparativo, os dados foram convertidos para a base de votos válidos, permitindo uma análise equitativa entre os diferentes cenários apresentados. É importante ressaltar que as pesquisas refletem o momento da coleta, realizada entre o final de setembro e a véspera do pleito, e não constituem previsões imutáveis, mas sim um retrato das intenções declaradas pelo eleitorado.

Os institutos operaram com margens de erro variando entre 2 e 3 pontos percentuais. A Justiça Eleitoral mantém o registro rigoroso dessas sondagens, que servem como ferramenta de consulta pública, embora o resultado final dependa exclusivamente da manifestação soberana das urnas, que, neste caso, divergiu significativamente das projeções de grande parte dos institutos para o Senado.

Fonte: reportermt.com

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