A morte de um bebê de 1 ano e 8 meses em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mobilizou as autoridades policiais, após familiares levantarem a suspeita de que a criança possa ter sido vítima de violência física. O incidente ocorreu na noite da última terça-feira, quando o pequeno paciente deu entrada na UPA Cristo Rei, em Várzea Grande, apresentando um quadro de insuficiência respiratória aguda grave.
Apesar dos esforços da equipe médica para reverter a situação, o estado de saúde do bebê piorou rapidamente, culminando em uma parada cardiorrespiratória. A ausência de uma causa clara para o agravamento e o óbito, somada à preocupação dos familiares, levou à abertura de uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte.
Investigação em curso após óbito em unidade de pronto atendimento
O registro da ocorrência, feito por volta das 22h47, detalha a entrada do bebê na unidade de saúde com um diagnóstico de insuficiência respiratória aguda grave. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são estruturas de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde e os hospitais, destinadas a atender casos de urgência e emergência que não demandam internação hospitalar imediata ou procedimentos cirúrgicos de grande porte. No entanto, em situações de agravamento clínico, como a observada, o encaminhamento para um hospital de maior complexidade é uma prática comum, embora nem sempre haja tempo hábil para tal.
A equipe médica da UPA Cristo Rei empreendeu manobras de reanimação na tentativa de salvar a vida do bebê. Esses procedimentos são protocolos padronizados para casos de parada cardiorrespiratória, buscando restabelecer as funções vitais do paciente. Contudo, apesar de todos os esforços, o quadro clínico não pôde ser revertido, e o óbito foi constatado.
Ação da Polícia Civil e a busca por esclarecimentos
Diante da suspeita levantada pelos familiares sobre a possibilidade de violência física, a Polícia Civil foi acionada para iniciar uma investigação aprofundada. A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu o caso, uma vez que a natureza da morte exige uma apuração minuciosa para determinar se houve qualquer tipo de ação criminosa envolvida. A DHPP é responsável por investigar crimes contra a vida, e a presença de suspeitas de violência contra uma criança torna a atuação especializada indispensável.
O corpo do bebê foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames periciais. Estes exames são cruciais para determinar a causa exata da morte e para identificar qualquer sinal de lesão ou trauma que possa indicar violência. A perícia forense é uma ferramenta fundamental em investigações criminais, fornecendo evidências técnicas que podem confirmar ou refutar as suspeitas iniciais. Apenas após a conclusão desses laudos será possível ter um panorama mais claro sobre o que de fato levou ao falecimento da criança.
Importância dos exames periciais para a elucidação do caso
A investigação está sendo tratada como
Fonte: reportermt.com

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