Dívida pública brasileira atinge R$ 11 trilhões e alcança 82,9% do PIB

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Dívida pública brasileira atinge R$ 11 trilhões e alcança 82,9% do PIB

A dívida pública brasileira mantém uma trajetória de crescimento expressivo sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central em 30 de setembro de 2026, o endividamento bruto do setor público atingiu a marca de R$ 11,1 trilhões em agosto, o que equivale a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Este cenário reflete uma escalada contínua desde o início do terceiro mandato do governo atual, em janeiro de 2023. Na comparação com o fechamento de dezembro de 2022, quando a dívida bruta correspondia a 71,7% do PIB, houve um avanço de 11,2 pontos porcentuais. O indicador atual representa o maior patamar registrado desde março de 2021, período marcado pelos impactos econômicos da pandemia de covid-19.

Entenda a composição da dívida bruta

A Dívida Bruta do Governo Geral compreende o montante total das obrigações financeiras que o Estado deve honrar. O índice agrega os passivos do governo federal, dos Estados e dos municípios junto a instituições bancárias, credores privados e entes internacionais, sem a dedução de ativos ou reservas financeiras da União.

Especialistas utilizam esse indicador como um termômetro fundamental da solvência nacional. A elevação do índice sinaliza um aumento no risco de crédito e na percepção de dificuldade para o cumprimento de compromissos financeiros em cenários de instabilidade econômica futura.

Déficit primário e trajetória das contas públicas

Além da dívida bruta, o Banco Central reportou que o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 10 bilhões no mês de agosto. No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, o déficit total soma R$ 82,1 bilhões. O resultado é composto por um déficit de R$ 14,7 bilhões no governo federal, parcialmente compensado por superávits de R$ 2,7 bilhões nos governos estaduais e de R$ 2 bilhões nas empresas estatais.

A Dívida Líquida do Setor Público, que desconta os créditos do governo, também apresentou alta, atingindo 69,3% do PIB, ou R$ 9,2 trilhões. Este indicador abrange as obrigações da União, Estados, municípios, autarquias e estatais, oferecendo uma visão sobre o endividamento real do país perante o setor privado e o mercado externo. Para mais detalhes sobre a política fiscal, consulte o Banco Central.

Fonte: revistaoeste.com

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