O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou publicamente, nesta terça-feira, 29, ter concedido qualquer tipo de favorecimento ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A declaração surge na esteira da divulgação de novas mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-banqueiro, que sugerem uma proximidade entre o parlamentar e o empresário.
Os diálogos, que vieram a público por meio do portal Fatos Online, expõem conversas sobre um possível negócio imobiliário e tratativas envolvendo projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional. Motta, que cumpre seu quarto mandato, rechaçou a existência de irregularidades e classificou as interpretações sobre os diálogos como descontextualizadas.
Defesa da conduta parlamentar e negação de ilícitos
Em nota oficial, o presidente da Câmara enfatizou que sua atuação política é pautada pelo diálogo constante com diversos setores da sociedade e do empresariado brasileiro. O parlamentar afirmou que não há qualquer ilícito retratado nas conversas divulgadas e repudiou a tentativa de associar seus contatos a interesses espúrios.
Motta reforçou que mantém uma trajetória política limpa ao longo de seus 15 anos de vida pública. Ele reiterou sua confiança nos órgãos de investigação, destacando que cabe a essas instituições a responsabilidade pelas apurações em curso sobre o caso.
Operações financeiras e o contexto do Banco Master
Um dos pontos centrais da polêmica envolve a aquisição de uma propriedade rural de aproximadamente 400 hectares localizada em João Pessoa, na Paraíba. A operação foi realizada por uma empresa vinculada à cunhada do deputado e contou com um financiamento de, ao menos, R$ 22 milhões proveniente do Banco Master.
O parlamentar defendeu a regularidade da transação, argumentando que o contrato de empréstimo entre a empresa privada e a instituição financeira foi firmado em um momento em que não havia conhecimento público sobre as investigações que posteriormente atingiram o banco e seu ex-proprietário. Segundo Motta, a operação ocorreu em 2024, antes de ele assumir a presidência da Casa.
Conflito político e queixa-crime contra senador
Além de rebater as acusações de favorecimento, Hugo Motta anunciou medidas judiciais contra o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). O presidente da Câmara informou que está protocolando uma queixa-crime contra o parlamentar, citando uma série de calúnias e difamações que teriam sido proferidas durante o atual período eleitoral.
Motta afirmou que não permitirá a propagação de suspeições de ilícitos que, segundo ele, possuem fins estritamente eleitoreiros. O embate jurídico reflete a disputa política entre os dois adversários na Paraíba, em um cenário onde as mensagens da PF continuam a gerar repercussões nos Três Poderes. Mais detalhes sobre o caso podem ser acompanhados na reportagem completa da Revista Oeste.
Fonte: revistaoeste.com

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