Ministério Público defende manutenção da prisão preventiva de Deolane Bezerra

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Ministério Público defende manutenção da prisão preventiva de Deolane Bezerra

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) formalizou, em 20 de agosto de 2026, um pedido à Justiça pela continuidade da prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra e de outros cinco réus. O grupo é alvo de investigações que apuram suposta participação em organização criminosa e crimes de lavagem de capitais, com conexões apontadas pelo órgão junto ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A solicitação foi encaminhada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente à 3ª Vara Judicial de Presidente Venceslau. Segundo os promotores, os fundamentos jurídicos que justificaram as medidas cautelares iniciais permanecem inalterados, o que torna necessária a permanência dos investigados sob custódia estatal.

Investigações sobre lavagem de dinheiro e núcleos criminosos

A denúncia, que foi aceita pelo Judiciário em 16 de junho, detalha um esquema complexo de ocultação de valores. De acordo com o MPSP, o grupo utilizava empresas de fachada e o uso de intermediários, conhecidos como “laranjas”, para dissimular a origem ilícita de recursos financeiros. As investigações estruturaram a atuação dos envolvidos em três núcleos distintos, focados na conversão de dinheiro do crime organizado em ativos legais.

Relatórios obtidos a partir da quebra de sigilos bancários e fiscais indicaram a movimentação de vultosas quantias. O Ministério Público sustenta que a estratégia de lavagem incluía a reestruturação de empresas vinculadas à influenciadora, com a suposta transferência de ativos para fundos localizados em Dubai, visando a internacionalização das operações ilícitas.

O papel da influenciadora no esquema financeiro

O Gaeco aponta que Deolane Bezerra teria desempenhado um papel central no núcleo financeiro da organização. A acusação detalha que a influenciadora utilizava contas pessoais e corporativas para movimentar e ocultar valores. Além disso, os promotores destacam a apreensão de dinheiro em espécie e de uma máquina de contagem de cédulas com o corréu Everton de Sousa, bens que, segundo o órgão, seriam de propriedade de Deolane.

A defesa da influenciadora busca reverter a prisão preventiva, alegando que não há motivos para a manutenção da medida. No entanto, o MPSP reforça que tentativas anteriores de revogação, incluindo pedidos de habeas corpus, foram negadas pelo Judiciário. O órgão enfatiza que, diante da ausência de novos fatos que alterem o cenário processual, a prisão deve ser mantida para garantir a ordem pública e a eficácia das investigações.

Para mais detalhes sobre o andamento do processo, consulte o portal oficial do Ministério Público de São Paulo.

Fonte: revistaoeste.com

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