A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) revelou que o ônibus envolvido em um grave acidente que provocou mortes neste domingo, na região de Petrópolis, não possuía habilitação para realizar transporte interestadual de passageiros. A informação, divulgada pelo órgão regulador, aponta para uma operação irregular do veículo, que saiu de Belo Horizonte com destino ao Rio de Janeiro e tombou na descida da Serra da BR-040, em Petrópolis, durante a madrugada.
Diante das evidências, a ANTT classificou a operação como transporte clandestino de passageiros, destacando a ausência de registro nos sistemas da agência. Este incidente levanta sérias questões sobre a fiscalização e a segurança das viagens rodoviárias, especialmente aquelas realizadas por empresas não credenciadas.
Irregularidades no transporte interestadual
O veículo, que exibia a identificação Estrela Guia Turismo, estava registrado em nome da Dinna Ellles Turismo, com uma comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. Contudo, a ANTT esclareceu que nenhuma das duas empresas possui a devida habilitação para operar serviços de transporte de passageiros interestadual.
A agência também informou que não localizou nenhuma empresa habilitada com o nome Estrela Guia Turismo, suposta responsável pela viagem. Além disso, o ônibus apresentava um adesivo da ANTT em nome da empresa Samara, que igualmente se encontra inapta para o serviço. Essas constatações reforçam a natureza irregular da viagem e as falhas nos controles de segurança.
Resposta da empresa e investigações
Em resposta às informações divulgadas pela ANTT, o advogado Aroldo Leão Braz, da assessoria jurídica da Estrela Guia, comunicou que a empresa não se manifestaria publicamente sobre o caso neste momento. Ele indicou que quaisquer esclarecimentos e manifestações seriam apresentados oportunamente nos autos dos processos legais dos quais a empresa venha a fazer parte.
A Secretaria de Estado da Polícia Civil (Sepol) informou que os corpos de várias vítimas foram encaminhados ao Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Petrópolis para exames periciais. A identificação de algumas vítimas foi realizada, enquanto a de outra ainda estava em andamento. As investigações buscam esclarecer as circunstâncias do acidente e as responsabilidades envolvidas.
Atendimento às vítimas e apoio às famílias
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) relatou que dezenas de pessoas estavam a bordo do coletivo, incluindo o motorista e dois ajudantes. Os hospitais da região mobilizaram equipes para atender os feridos.
O Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, recebeu diversas vítimas do acidente. Alguns pacientes receberam alta após atendimento, enquanto outros permanecem internados sob os cuidados das equipes médicas. Similarmente, o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, também acolheu feridos, sendo que alguns foram liberados e outros, incluindo crianças e adultos, permanecem internados com quadro de saúde estável. Uma das vítimas socorridas para esta unidade faleceu durante os primeiros socorros.
Em nota, a Estrela Guia manifestou profundo pesar pelo grave acidente e expressou solidariedade às vítimas, seus familiares e a todos os envolvidos. A empresa afirmou estar prestando apoio às famílias, incluindo a colaboração com o translado dos corpos para seus locais de destino e o suporte para o transporte dos sobreviventes até suas residências, conforme as necessidades de cada família. Acompanhe mais detalhes sobre o impacto do acidente e o perfil das vítimas.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Deixe um comentário