Venezuela decreta estado de emergência após terremotos atingirem o país

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Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

A Venezuela enfrenta uma situação de crise severa após a ocorrência de dois terremotos de grande magnitude na noite desta quarta-feira, 24. Os abalos sísmicos, registrados com intensidades de 7,2 e 7,5 na escala Richter, ocorreram com um intervalo de aproximadamente 40 segundos, provocando danos estruturais significativos em Caracas e levando a presidente interina, Delcy Rodríguez, a decretar estado de emergência em todo o território nacional.

Impactos estruturais e mobilização de segurança

O governo venezuelano, por meio do Ministério da Comunicação e Informação, confirmou a mobilização de forças de segurança para atuar em áreas afetadas. Diversas edificações apresentam riscos iminentes de desabamento, o que forçou as autoridades a autorizarem o corte preventivo do fornecimento de gás em prédios residenciais como medida de segurança. Além disso, o Aeroporto Internacional Simón Bolívar suspendeu suas operações após sofrer danos causados pelos tremores.

Embora o Serviço Geológico dos Estados Unidos tenha alertado para a alta probabilidade de um número elevado de vítimas e danos extensos, as autoridades locais ainda não divulgaram um balanço oficial sobre mortos ou feridos. O cenário de destruição foi agravado pelo fato de os terremotos ocorrerem durante o feriado nacional que celebra a Batalha de Carabobo, momento em que a maioria da população estava em suas residências.

Reflexos dos tremores no território brasileiro

Os efeitos dos abalos sísmicos foram sentidos além das fronteiras venezuelanas, alcançando o Norte do Brasil. Moradores dos Estados do Amazonas, Pará, Roraima e Amapá relataram ter sentido a terra tremer, o que gerou momentos de apreensão em cidades como Belém e Macapá. Em diversas localidades, prédios foram evacuados preventivamente como protocolo de segurança.

Apesar do susto, as Defesas Civis estaduais brasileiras informaram que não houve registros de feridos ou danos estruturais graves em território nacional. Segundo o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo, o fenômeno é considerado relativamente comum para terremotos de grande magnitude, que podem ter seus efeitos percebidos a distâncias consideráveis do epicentro. O sismólogo Bruno Collaço reforçou, em entrevista à Folha de S.Paulo, que não há expectativa de danos às cidades brasileiras localizadas nessa distância.

Fonte: revistaoeste.com

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